Março de 2010 | N.º 1508 | Ano 77 | Curitiba | Paraná
 
 
Seções
Sugestão de Leitura
Notícias Das Ure’s
Movimento Espírita do Paraná
Comentando...
Artigo
Espaço DIJ
Fatos em Notícia
Doutrina Espírita em Versos
Editorial
Momento Espírita
 
Cadastrados
Usuário..:
Senha...:
Esqueceu sua senha?
Cadastre-se
 

17/02/2010

Artigo
Fonte

 

Mundo Espírita Há 75 Anos – Ano II - Janeiro De 1934

 

Exhibições Fragmentada

 

                                                                                         Pernambuco

 

  O observador paciente e resignado, com a acção constante e sabia das entidades que actuam no desenvolvimento do progresso da humanidade terrena, vê com clareza e logica um despertar de energias, um desenvolver de acções diversas e um avanço quasi inconsciente dos individuos na literatura espirita, onde se vêm idéas e conceitos traçados sahidos de consciencias ainda não educadas e por isso mesmo cheias de tendencias que denunciam o apêgo aos bens da terra, resultantes da educação tradicionalmente nascida dos arraiaes de doutrinas inferiores e materialisadas.

O espiritismo, sendo portador de uma tão elevada doutrina, naturalmente devia revolucionar os meios que correspondem ao seu triplice aspecto – Religião, Sciência e Philosophia – despertando os adoradores da materia para uma lucta encetada em torno do Bello da espiritualidade.           

Dormindo por tanto tempo, o homem não podia, despertando de chôfre, conceber a alta missão do Espiritismo, que, por assim dizer, é a alavanca que vem remover todas as difficuldades moraes dos habitantes da Terra.

Assim é que, vemos no vasto e enormissimo campo da nossa Doutrina uma espécie de embriaguez, ou melhor, de incomprehensão, tanto na pratica como na theoria, manifestadas atravez dos médiuns, mesas ou tendas de trabalhos, da tribuna ou da imprensa.

A Doutrina appresenta-se com um aspecto bonito trazendo a fôrça irresistivel da attracção, e, como é grande o numero de creaturas que possúem as affinidades, cujo aspecto psychologico combina-se perfeitamente com as irradiações dos espiritos, portadores de taes conhecimentos, esta força actua, penetrantemente, no estado psychologico dos indivíduos, causando-lhes, a principio, uma espécie de perturbação acrescida do desejo insentido de se externarem acerca de conhecimentos de que ainda não estão senhores.

Assim, atira-se, o individuo, na arena das competições doutrinarias e, descontrollamente, deixa que a sua vontade excessiva produza muito, não tendo o cuidado de examinar antes, as theses que ousa deffender, se estão ou não de accordo com a intimidade dos seus sentimentos.

Deste modo, no campo da pratica do espiritismo, apparecem pensadores e actôres de toda espécie. Uns acham que o melhor caminho é combater ostensivamente os representantes de outros credos, desandando muitas vezes em ataques violentos contra os profitentes de outros ramos religiosos, esquecendo que o Espiritismo é a verdadeira e única Religião e por isso mesmo deve estar acima de todas as outras que são creações dos homens, e o que está superior não pode descer á apreciar cousas e factos resultantes da inferioridade de doutrinas de tentações materiaes.

Outros, aproveitando a inferioridade intellectual de nosso povo, procuram exploral-o, tendo antes o cuidado de suggestionar áquelles que lhes cahem nas garras, afim de gerar nelles a confiança nos seus trabalhos, onde muitas vezes até espiritas falladores e exibicionistas, são tragados e confundidos na voracidade sempre insatisfeita dos “falsos prophetas”.

Não é, portanto, nos actos da vida privada, praticados por pessoas que se tornam objectos de alguma attenção no campo da doutrina, que se póde alcançar a queda do homem, é principalmente quando estes actos constituem uma contradicção do seu passado, actos estes que, muita vez, são oriundos de circunstancias especiaes á que todo o homem terreno está sujeito.

Os actos, cuja repercussão limita-se e confunde-se dentro do circulo estreito da vida material, não prejudicam a marcha moral do espirito; pelo contrario: os choques e contrachoques produzidos por consequencias materiaes de factos dessa natureza põem o protagonista dos mesmos ao par de muita cousa que elle desconhecia e produz o despertar de outros observadores da mesma esphera.

Ha circumstancias em que certos casos se verificam, que ficam occultas aos olhos dos individuos que só examinam o valor material da questão, não levando em conta os antecedentes moraes do protagonista ou protagonistas dos mesmos, limitando-se tão somente a receber as impressões causadas pelo troar da questão.

São estes os perigos do caminho. São as urzes constantemente cicatrizadas á que os caminheiros vão soffrendo, cujas renovações de dôres constituem o cumprimento da maxima christã: “A cada um segundo suas obras”.

Mas,... intencionalmente, muitas pessôas que se dizem trabalhadores da Seára, calculam, auxiliadas pelo despeito e o ciúme que os preconisam, as vantagens que podem obter com a quéda precipitada de outros que por sua vez calcularam mal os perigos do caminho e não previram o local dos tôcos onde iriam tropeçar, e cahir cuja quéda servirá, pelo menos, para avisar os que vão andar pelo mesmo caminho ou que já estão andando, que ahi existe um tropêço a que todos devem temer.

 

Redação || jornal@feparana.com.br
 
     

Vínculos
Leia Também

Busca
Busca
 

 

 
Jornal Mundo Espírita OnLine | Federação Espírita do Paraná | Alameda Cabral, 300 | Curitiba/PR| Tel.: 41 3223-6174
Jornal Mundo Espírita OnLine | © FEP 2006