Despede-se a primavera com os cálidos beijos de um sol abrasador, anunciando a chegada do verão.
Dezembro!
A euforia se apossa dos corações!
Uma alegria incontida, contagiante, invade lares, clubes, ruas, shoppings, sob o embalo de melodias natalinas insistentemente tocadas pelos meios televisivos e radiofônicos.
Férias escolares, descanso profissional, 13º salário abarrotam lojas enfeitadas com arranjos de cores vibrantes e vendedores animados.
Promessas e abraços fraternais se renovam, deixando para trás recordações indesejáveis.
Nada tão verdadeiro! Se possível, todos gostariam de eternizar esses momentos.
Mas, há um lado sombrio! A ingestão de bebidas alcoólicas atinge níveis alarmantes. Multiplicam-se, assustadores, acidentes e agressões de trânsito. Mesas, excessivamente fartas, raiam pelo desperdício. O consumismo incontrolável faz-se forja geradora de stress e perturbação...
Árvores de Natal lampejam na intimidade dos lares, guardando, sob seus galhos artificiais, os presentes carinhosamente escolhidos para os que se amam, entregues com o espocar do champanhe e imenso alarido, sem limites. O coma alcoólico ganha números preocupantes. A ausência do Sublime Homenageado, Nosso Senhor Jesus Cristo, faz-se sentir.
A grande maioria da população não promove culto evangélico, não ora, não medita, não aprofunda conhecimentos, não busca reduzir os abusos que as estatísticas denunciam.
Diante desses fatos, cabe-nos repensar o Natal, antes que se consolidem absurdos, em nome daquele que é símbolo máximo de equilíbrio e sobriedade.
Ele, o Divino Amigo, ceava costumeiramente com apóstolos e discípulos, em ambiente de alegria construtiva e simplicidade comovente.
Que a memória do Senhor, com a lembrança de suas propostas éticas de renovação humana, possa conduzir-nos, sempre, para a verdadeira felicidade, na busca da comunhão com Deus.