Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88

Visita de Divaldo Pereira Franco completa setenta anos

janeiro/2021

Foi no ano de 1949, num declinar de tarde, que, estando em oração, o médium baiano viu, pela primeira vez, o Espírito Jésus Gonçalves.

De início, assustou-se porque o Espírito se apresentou com as marcas da enfermidade de sua última reencarnação, portador que fora da hanseníase. Asserenando o médium, ele lhe afirmou que, apesar de não ser um bem-aventurado, não se tratava de um obsessor.

De forma sucinta, biografou-se, dizendo dos desacertos de tantas vidas, e que haviam sido amigos.

À medida que Jésus falava, foi se metamorfoseando aos olhos de Divaldo. Onde antes havia deformações em seu corpo, agora estava a presença das luzes, a forma bem feita, como tecida de substância luminescente.

E lhe pediu que visitasse a colônia de leprosos [denominação, na época, dos hansenianos], em Salvador, no subúrbio de Águas Claras.

 (…) marcado pelo tabu e pela ignorância em torno do mal de Hansen, Divaldo respondeu comovido que a doença o apavorava, de tal maneira que não ousava nem lhe pronunciar o nome.

Eu nunca teria coragem de visitar um lugar desses…

Jésus Gonçalves sorriu da ingenuidade de Divaldo e redarguiu:

Divaldo, eu te estou pedindo que vás lá, a fim de que não vás para lá! Preferes ir lá ou para lá?

Então, Divaldo organizou uma visita, com os frequentadores do Centro Espírita Caminho da Redenção. Não foi fácil conseguir a liberação do diretor do hospital, o que necessitou de insistência, considerando-se que, à época, os tabus e preconceitos impediam visitas. Depois dessa, sucederam-se excursões consecutivas, ano após ano.

O que desejamos enfatizar, neste mês, janeiro de 2021, é que foi no dia 1º de janeiro de 1951, há setenta anos, portanto, que Divaldo integrou-se a um grupo de corações amigos, estando na capital paulista, para a visita ao leprosário de Pirapitingui, aquele mesmo em que estivera internado e desencarnara Jésus Gonçalves.

Conheceu sua viúva e, no Centro Espírita Santo Agostinho, fundado por Jésus, em 16 de dezembro de 1945, na própria colônia-hospital, Divaldo Pereira Franco proferiu palestra para os internados e visitantes.

Sucederam-se os retornos periódicos e regulares. Setenta anos!

Quantos de nós conseguimos manter uma atividade dessa natureza por tantas décadas?

Fonte: O peregrino do Senhor, de Altiva Glória
F. Noronha, ed. LEAL, cap. 15.

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