Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
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Urim e Tumim

setembro/2018

No capítulo 8, do livro Correnteza de luz, pelo Espírito Camilo, psicografia de Raul Teixeira, encontramos que era de praxe, ainda, o uso dos objetos sagrados como o urim e o tumim, complexos, que revelavam as respostas dos Espíritos.

Conforme a denominação hebraica, Urim significa luz e Tumim, perfeição.

Tratava-se de instrumentos que o sumo sacerdote trazia no peitoral. Originariamente, no entanto, acredita-se que ficavam dentro de um caixote ou arca. Devem ter consistido em pedrinhas ou pauzinhos de forma igual, mas de cor ou de sinais diferentes.

Era uma forma pela qual os israelitas consultavam Yahweh. Um queria dizer sim e outro não.

Em Êxodo, 28:30, lemos: Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão, quando entrar perante o Senhor.

Há, aqui, uma alusão a pequenos objetos, em conexão com a interpretação da vontade de Deus por meio do sumo sacerdote, estando essas coisas encerradas numa dobra do peitoral. Parece que se trata de pedras, usadas como cortes, ou talvez de uma única pedra com duas faces sobre as quais estivessem gravados os termos Urim e Tumim.

Em outras passagens do Antigo Testamento, há expressas referências a Urim e a Tumim como meios de adivinhação. Na divina designação de Josué, para sucessor de Moisés, se lê: Apresentar-se-á perante Eleazar, o sacerdote, o qual por ele consultará, segundo o juízo do Urim, perante o Senhor. (Nm, 27:21)

E o que levou Saul a procurar a feiticeira de En-Dor foi que ele consultou o Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. (1 Sm, 28:6)

Eram, desse modo, o Urim e o Tumim o meio de apelar pela sorte para a vontade ou conhecimento de Deus, nos casos que envolviam duas alternativas, sendo isso naturalmente uma prerrogativa dos sacerdotes.

Os termos deixam de aparecer nos livros do Antigo Testamento, depois do tempo de Davi.

Alguns textos demonstram que, depois do cativeiro, não dispunham mais de oráculo: E o governador lhes disse que não comessem das coisas sagradas, até que houvesse sacerdote com Urim e com Tumim. (Esd, 2:63 e Ne, 7:65)

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