Jornal Mundo Espírita

Julho de 2018 Número 1608 Ano 86

União para a multiplicação do conhecimento

janeiro/2013

Em fevereiro de 2012, ao se iniciarem os Programas normais de Estudo da Doutrina Espírita, no Centro Espírita Ildefonso Correia – CEIC, em Curitiba, alguns companheiros constataram que livros da lavra mediúnica de Raul Teixeira estavam esgotados e sem previsão de reedição.

Ao ensejo da XIV Conferência Estadual Espírita, promovida pela Federação Espírita do Paraná – FEP, em março, esses mesmos companheiros aproveitaram para se reunir com diretores da Editora Fráter e apresentaram a ideia de criação de um Fundo para a Multiplicação do Conhecimento.

Ao final da Conferência, os contatos com demais companheiros do CEIC haviam se concretizado, esforços se uniram e fora levantado o valor suficiente para editar quatro, dos sete livros esgotados da Editora.

A feliz ideia não somente conseguiu adesão de corações amigos da Doutrina Espírita como também lhes propiciou grande alegria por participarem no processo das reedições, sinalizando o que talvez seja o sentimento não manifestado do Movimento Espírita Paranaense: aceitação imediata, externando gratidão a Raul Teixeira.

O plano foi sendo concretizado aos poucos. Uma viagem a Niterói, entendimentos com a Editora, algumas reuniões com amigos leais e dedicados e o recurso brotou como girassóis, na medida exata de sete títulos e vinte mil livros foram reeditados.

Uma vitória da consideração, da amizade e da gratidão por quem semeou tantas bênçãos pelo Paraná e pelo mundo e já se encontram nas livrarias das Casas Espíritas, atendendo àqueles que deles precisamos para melhorar o nosso conhecimento, e crescer: Desafios da mediunidade, Desafios da vida familiar, A carta magna da paz, Ante o vigor do espiritismo, Vereda familiar, Nos passos da vida terrestre e Cântico da juventude.

Na sequência, nasceu a Fundação Francisco de Assis, que entre  os seus objetivos está o de editar e reeditar livros, que são repassados para a Editora, detentora dos direitos autorais. A Fundação recebe em livros o percentual investido. Uma vez vendidos esses livros, repete-se o movimento de ajuda, perpetuando-se o bem, salvaguardando-se as edições para o futuro.

Novos recursos se somam ao inicial, a ajuda é ampliada e o Movimento Espírita diz obrigado aos seus benfeitores.

Bem disse um Espírito amigo: Em algum tempo longínquo, livros foram queimados para que eles pudessem ser lidos um dia pelo mundo inteiro.

Hoje também, alguém parou por um tempo, para que renasça daquelas mesmas cinzas e para que livros voltem a brotar daquelas labaredas, para todos.

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