Jornal Mundo Espírita

Julho de 2019 Número 1620 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Movimento Espírita do Paraná

União Espírita Jesus Maria José – Morretes

março/2007 - Por José Daher

Não mais de 70 km. a separam da Capital do Estado, Curitiba. Todas as suas divisas municipais são formadas por acidentes geográficos: norte e oeste pelos espigões das Serras dos Órgãos, da Graciosa, do Marumbi e da Farinha Seca; no sudeste pelas Serras da Igreja, das Canavieiras e da Prata, tendo ainda como acidentes limítrofes os rios Arraial, Sapetanduva e Jacareí. Dada a sua configuração geográfica, “entre morros”, denominou-se Porto dos Três Morretes, depois Nhundiaquara (peixe empoçado ou no buraco) e em 1870, Morretes.

Sua fundação data de 1721, quando o Ouvidor Rafael Pires Pardinho determinou que a Câmara Municipal de Paranaguá demarcasse 300 braças em quadra,  no local onde seria a futura povoação para, em 31 de outubro de 1733, determinar a demarcação das terras.

Já elevado à categoria de Município, em 1841, Morretes viu nascer, no dia 3 de outubro de 1935, o seu primeiro Centro Espírita, idealizado por um grupo de homens valorosos e idealistas, abrasados pelo conhecimento espírita.

Em uma sala provisória, até a aquisição do terreno onde hoje se localiza, na Rua Santos Dumont, 108, fundaram Augusto Borba, Antonio Mattos da Silva, Trajano Cordeiro, Ary Ventura de Andrade, Rodolfo Xavier, Luiz Malucelli, Nicolau Gervásio Zétola, Arsênio Cordeiro Junior, Ortegal Pinto do Nascimento e Pedro Cunha, a União Espírita Beneficente Jesus Maria José, assim mesmo, sem vírgulas, entre os nomes.

Posteriormente, foi retirada a denominação Beneficente, permanecendo a denominação União Espírita Jesus Maria José. O seu caráter beneficente foi posto em prática alguns anos após a sua fundação, oferecendo aos sócios, um auxílio funeral, que constava de caixão mortuário, auxílio monetário à família do desencarnado e o transporte ao cemitério, feito em um coche puxado por cavalos.

Tal prática redundou que a instituição tivesse, em seus quadros, muitos sócios não espíritas, que se associavam e contribuíam, visando o auxílio funeral.

Para construir a primeira sede própria em madeira, a Instituição emitiu ações, resgatáveis depois de um certo número de anos. Em verdade, a maioria dessas ações não foram resgatadas, mas sim, doadas à Instituição pelos adquirentes.

Ao longo de seus 71 anos de existência, foram criadas pela União Espírita, duas Instituições Assistenciais: um lar para idosos no próprio terreno da sede e que funciona até os dias atuais. São 11 casas-lares, sob a denominação de Recanto Fraterno. Também um abrigo para meninos que funcionou de 1962 a 1975 e se denominou Retiro Fraterno de Meninos. Funcionando em um terreno de 7 hectares, com a desativação, juntamente com os pavilhões, foi vendido, no ano de 2004.

Os recursos dessa venda permitiram a construção, no terreno da sede da União Espírita, um novo e mais amplo salão para as palestras públicas, e ao lado um prédio de menor porte que abriga a Secretaria e duas salas para os Estudos da Doutrina Espírita.

O antigo salão da sede foi reformado e transformado em sala de estar para os idosos que vivem nas casas-lares, acoplando-se ainda cozinha, despensa, almoxarifado e sanitários, tudo em alvenaria.

O Presidente da União Espírita Jesus Maria José é Odair Belão de Quadros, em segundo mandato, até 2008. A Instituição oferece reuniões públicas semanais de exposição doutrinária e passes, às segundas, às 20 horas e às quartas, às 15 horas; reunião de Estudo da Doutrina Espírita às quartas, às 20 horas, realizando a sua reunião mediúnica privativa às quintas, às 19h30minutos.

A Instituição está localizada na abrangência territorial da União Regional Espírita 1ª Região, cuja sede, no presente período, é Matinhos, no litoral do Estado.

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