Jornal Mundo Espírita

Julho de 2020 Número 1632 Ano 88
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Umbral

janeiro/2019

A palavra vem do espanhol umbral. É a designação de ombreira da porta; entrada, limiar. Lugar através do qual se consegue entrar. Nesse sentido, encontramos várias citações no Antigo Testamento bíblico.

Arquitetos e engenheiros sabem que umbral, na construção, se refere à porta de entrada dessa construção. É, dessa forma, um lugar de passagem e assim o devemos entender, espiritualmente a ele nos referindo.

Recordemos que os Espíritos que desencarnam levam um tempo maior ou menor para fazer essa travessia.

Há uns que ajudam no próprio processo de desligamento do corpo, são lúcidos. Há outros que não sabem que desencarnaram , outros sabem e estão lutando com a ideia, estão aflitos, sofrendo.

Esse tormento post mortem demora, para uns, poucos segundos; para outros, algumas horas, dias, meses, séculos, conforme aprendemos em O Livro dos Espíritos.

Bezerra de Menezes, Francisco de Assis, Paulo de Tarso também fizeram a sua travessia, também passaram por essa porta chamada umbral, mas aí não se detiveram. Constituiu-lhes somente uma passagem.

Segundo Manoel Philomeno de Miranda2 quase todos atravessamos por momentos ou séculos esse clima expungitivo.

No entanto, Espíritos em estado de perturbação post-mortem, Espíritos que estão fazendo essa travessia e se demoram, podemos chamar de Espíritos umbralinos, o que não quer dizer, necessariamente, trevosos. Estão na travessia.

Onde eles se reunirem podemos dizer que é uma região umbralina, uma região de umbral.

Pode ser de perturbação essa região se esses umbralinos, se esses que atravessam estão perturbados. Pode ser uma região feia, formada por esses psiquismos que carregam remorso, aturdimento.

André Luiz1 no-lo apresenta como uma região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado.

Informa-nos que Há legiões compactas de almas irresolutas e ignorantes, que não são suficientemente perversas para serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosa, nem bastante nobres para serem conduzidas a planos de elevação. Representam fileiras de habitantes do Umbral, companheiros imediatos dos homens encarnados, separados deles apenas por leis vibratórias.

 

Referências:

  1. XAVIER, Francisco Cândido. Nosso lar. Pelo Espírito André Luiz. Rio de Janeiro: FEB, 1978. cap. 12.
  2. FRANCO, Divaldo Pereira. Nas fronteiras da loucura. Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda. Salvador: LEAL, 1982. cap. 19.
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