Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
Revivendo Ensino Envie para um amigo Imprimir

Um retrato histórico de Jesus

fevereiro/2018

Na Sede Histórica da Federação Espírita do Paraná, existe um quadro a óleo, pintado por Alfredo Andersen, norueguês, que se radicou em Curitiba, a partir de 1902.

Natural do sul da Noruega, após um longo período de viagens pela Europa e América, desembarcou no Paraná, fixando residência, inicialmente, e durante uma década, em Paranaguá.

A obra, que apresenta a figura do Nazareno, em delicado perfil, foi oferecida, pelo autor, na data da inauguração da primeira sede da FEP, no Alto São Francisco, no ano de 1907, o que nos leva a cogitar da sua adesão à Doutrina Espírita ou, ao menos, que nutrisse por ela simpatia.

Em publicação da Revista de Espiritualismo, datada de junho de 1917 encontramos referências de que se trata de uma cópia de uma miniatura existente no Museu do Vaticano e procedente, segundo a tradição, do tesouro dos imperadores romanos.

Diz-se que o imperador Tibério, exaurido por uma vida de devassidão e combalido por enfermidades que os médicos tentaram embalde combater, sabendo que na Judeia andava um homem que, com as suas artes de taumaturgo, restituía a saúde nos enfermos, escreveu ao procônsul (governador) na Judeia, ordenando-lhe que o enviasse a Roma, a fim de tratá-lo ou uma efígie do novo mago – crente de que essa simples relíquia teria a virtude de curá-lo.

As informações fornecidas por Emmanuel, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, nos dizem que o senador Públio Lêntulus teria enviado uma descrição física ao imperador, acompanhada de seu próprio parecer a respeito de Jesus, conforme lhe solicitara a autoridade romana. (Há dois mil anos, ed. FEB)

No entanto, para atender ao pedido do imperador, Pôncio Pilatos, que governou a Judeia de 26 a 36 d. C., solicitou a um artista grego que  apanhasse  os traços de Jesus e os cinzelasse numa esmeralda que, engastada num anel, foi enviada a César.

Essa joia pertenceu ao tesouro dos imperadores romanos até a divisão do império, indo então com o imperador do Oriente para Constantinopla, onde esteve até a queda do império latino e a tomada de Constantinopla pelos turcos, voltando a Roma por tê-la um dos sultões enviado como preciosa dádiva a um dos pontífices romanos.

Acentua a crença na autenticidade desse retrato, o fato de ser Jesus representado sem a auréola, distintivo de santidade que só depois do século V ou VI se começou dar às efígies do Nazareno. E o fato mais assombroso ainda, na opinião de competentes, de ser um dos poucos retratos de Jesus, que reproduz tão acentuadamente o tipo judaico.

Assine a versão impressa
Leia também