Jornal Mundo Espírita

Julho de 2020 Número 1632 Ano 88

Um quarto de século

agosto/2012

Foi no ano de 1987, no dia 22 de agosto, portanto há 25 anos, que se realizou a Primeira Reunião do Departamento de Infância e Juventude da Federação Espírita do Paraná – DIJ/FEP, com os Departamentos de Infância e Juventude das Uniões Regionais Espíritas – DIJ/UREs, concomitante à reunião do Conselho Federativo Estadual – CFE, sendo Diretora do Departamento, Maria Helena Marcon.

O objetivo era congregar os líderes dos DIJ/UREs, no intuito de ajustar tarefas em uníssono, em todo o Estado.

A fórmula, que persiste até os dias atuais, deu certo, pois as reuniões não tiveram solução de continuidade e somente alicerçaram uma atividade que cresce, a cada ano, em qualidade e quantidade, proliferando as Escolas de Evangelização Espírita para a Infância e as Juventudes Espíritas.

Em verdade, a história da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil está profundamente ligada aos propósitos da Federativa, desde os anos primeiros de sua fundação. Apenas cinco anos após a sua fundação, em 1907, foi criada a primeira escola dominical de ensino espírita às crianças, aproveitando-se a ideia e a oferta de Alfredo Alves da Silva para dirigi-la.

Ao longo dos anos, prosseguiu o investimento da FEP no campo infanto-juvenil. Altivo Ferreira, paulista de Colina, foi o fundador e primeiro presidente da Mocidade Espírita da FEP.

Com larga folha de serviço espírita, Altivo era conceituado no meio acadêmico, dedicando-se ao magistério superior, tendo exercido durante seis anos a cátedra de Clínica Médica Pediátrica da Faculdade de Ciências Médicas do Paraná. É um dos professores fundadores da Escola de Saúde Pública do Paraná, onde exerceu a cadeira de Puericultura.

Na proximidade do cinquentenário da FEP, em 1951, em Ponta Grossa, realizou-se uma Concentração da Mocidade Espírita. Prestigiaram o evento João Ghignone, Abibe Isfer, Lauro Schleder e Honório Melo, demonstrando a importância conferida ao acontecimento. Melo, a respeito, escreveu, com emoção, que se constituiu num movimento de intensa vibração espiritual e que marcou, acentuadamente, linhas diretrizes na formação daquela juventude que ali se reunia, para um futuro promissor no trabalho que lhe seria dado em tempo oportuno, em substituição aos mais velhos que teriam que ceder-lhes as rédeas do movimento.

Era a visão ampla do trabalhador consciente que, tanto quanto labora e se empenha no presente, lança bases seguras para o futuro.

Já em 1959, de 26 a 29 de março, Londrina abrigou a Confraternização de Mocidades Espíritas do Estado, sob os auspícios da Federação, com a presença dos oradores Jacob Holzmann Neto, Newton Boechat e Divaldo Pereira Franco.

O evento tomou conta da cidade e na Concha Acústica, em praça pública, enorme multidão se concentrou para ver e ouvir os programas ali apresentados e a palavra fluente dos oradores, entusiasticamente aplaudidos.

Preocupados com a preparação do trabalhador, ainda em julho do mesmo ano se realizou em Cambé, um Curso para Orientadores de Ensino de Evangelização para a Infância, coordenado por Carlos Ciola Gambus, Honório Melo, Maria da Paz Ribeiro e Maria de Lourdes Corrêa. Em 1977, Londrina tornaria a ser palco de importante evento: de 30 de outubro a 2 de novembro, o 1º Encontro de Dirigentes de Mocidades Espíritas.

Atestando o investimento federativo no aprimoramento do trabalhador espírita, os representantes do Departamento de Infância da FEP participam, em Salvador-BA, em 1978, de Curso de Atualização e Orientação para Dirigentes de Departamentos de Infância e Juventude das Federativas Estaduais, sob a coordenação da Federação Espírita Brasileira – FEB.

Grande impulso, contudo, estaria reservado ao DIJ, com a nova sistemática das reuniões simultâneas às do CFE. A partir de 1988, estuda-se a retomada das Confraternizações Estaduais de Jovens. A semeadura da ideia se iniciou a pouco e pouco e tomou corpo no Estado.

Assim, nos dias 13 a 15 de abril de 1990, na Capital, após 19 anos de interrupção, ressurgem as Confraternizações. Dado o lapso temporal decorrido e a nova proposta, optou-se por passar a designar, desde então, os Encontros Estaduais.

Com o tema, Juventude e Espiritismo, cerca de duzentos e cinquenta participantes de todo o Estado integraram-se e se entregaram ao agradável evento, sob a coordenação especial de Raul Teixeira. Foi o 1º Encontro Confraternativo de Juventudes Espíritas do Paraná, com realização prevista a cada dois anos.

No 2º Encontro, em 1992, A juventude perante os desafios da vida atual, foram coordenadores Alberto Almeida, do Pará e Elizabeth Moreira da Costa, de Niterói- RJ.

Esses Encontros sofreram alteração em sua sistemática, no ano de 2011, optando-se pela sua realização a cada três anos, na Capital, enquanto anualmente acontecem os Encontros em quatro polos Inter-Regionais: Leste (ERMEC), Oeste (ENCORAJE), Noroeste (ENJUVESP) e Norte (CONMEL).

O 1º Encontro Estadual de Coordenadores de Juventudes Espíritas, com Raul Teixeira na coordenação, aconteceu nos dias 18 e 19 de março de 1995, em seguimento ao planejamento da FEP de ação dirigida especificamente aos jovens espíritas do Estado, prosseguindo a reprisar-se em todos os anos ímpares.

A primeira edição do Encontro Estadual de Evangelizadores de Infância, concretização de um antigo desejo dos evangelizadores do Estado do Paraná, se deu a 21 e 22 de outubro de 2006, com quatrocentos evangelizadores participantes, no Teatro da FEP, sob a coordenação de Sandra Borba Pereira e não sofreram interrupção, ocorrendo em todos os anos ímpares.

O DIJ-FEP chega, pois, às comemorações dos 110 anos da FEP fortalecido, atuante e sobram-lhe razões para exultar com a conquista do seu espaço nas atividades espíritas federativas.

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