Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
Momento Espírita Envie para um amigo Imprimir

Um poder pensante

fevereiro/2017

Um dos maiores gênios da Humanidade, Albert  Einstein, definiu Deus como um Poder Pensante e atuante fora do Universo, sem o qual nada pode ser explicado.

E acrescentou: Quanto mais penetramos nos segredos da natureza, tanto maior se torna o nosso respeito por Deus.

Como ele, várias personalidades destacadas com o Prêmio Nobel, ou seja, mentes privilegiadas, afirmaram a sua crença em Deus.

O filósofo Jean Paul Sartre que, ao longo de sua carreira, foi um ateu militante, aproximando-se de sua morte, então cego, decrépito, mas ainda em plena posse de suas faculdades, afirmou sua crença em Deus.

“Eu não sinto”, disse ele, “que eu sou o produto do acaso, uma partícula de poeira no Universo, mas alguém que foi esperado, preparado, prefigurado. Em suma, um ser que somente o Criador poderia colocar aqui, e essa ideia de uma mão criadora se refere a Deus.

Por sua vez, o Prêmio Nobel de Física de 1927, Arthur Compton, comentando sobre o primeiro versículo da Bíblia no Chicago Daily News, de 12 de abril de 1936, afirmou seu ponto de vista: Para mim, a fé começa com a percepção de que uma Inteligência Suprema trouxe o Universo à existência e criou o homem.

Não é difícil ter essa fé, pois é incontroverso que onde há um plano, há inteligência.

Um Universo ordenado e desdobrado testifica a verdade da declaração mais majestosa jamais proferida: “No princípio Deus criou os céus e a Terra.”

*   *   *

Alguns vivemos sem nos darmos conta dessa Providência que vela por nós. Nem da realidade de Sua existência.

Por vezes, contudo, basta um fato para nos despertar. Assim ocorreu com o médico escocês A. J. Cronin.

Narra ele que uma explosão, em uma mina de carvão, soterrou quatorze mineiros.

Durante cinco dias eles permaneceram sepultados, enquanto a população local orava.

Quando a turma de salvamento abriu o caminho subterrâneo, ouviu, saindo do fundo dos escombros, uma débil melodia.

Era o hino: Oh, Deus, Socorro nosso desde antigas eras.

Fora assim que aqueles homens haviam conseguido manter sua coragem.

Quando foram retirados fracos, mas vivos, a grande multidão que aguardava, do lado de fora, entoou o mesmo hino que ecoou jubiloso pelo estreito vale.

Aquele grande volume de som envolveu Cronin com uma força emocional indescritível, levando-o às lágrimas, pela demonstração da fé humana em Deus.

E foi esse um dos fatos que fez com que aquele médico viesse a reconsiderar sua percepção a respeito da existência desse Ser Supremo, Criador e Senhor do Universo.

*   *   *

Quando as noites estreladas nos proporcionam o êxtase ante a sua contemplação; quando assistimos à viagem dos planetas que giram no espaço, em suas órbitas específicas, sem se chocarem; quando presenciamos o milagre da vida, que se renova, em cada aurora, sem se reprisar de igual forma, somos levados a crer nesse Poder Pensante, que rege a orquestra do Universo em expansão.

Então, com o salmista, reconhecemos que os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra de Suas mãos.


Redação do Momento Espírita, com dados do Le Nouvel Observateur, 10-16th march 1980;
do 
Hope Now: the 1980 interviews, University of Chicago Press; do artigo A lei de adoração,
de José Couto Ferraz, da Revista Internacional de Espiritismo, de outubro de 2016,
com citações do cap. 1, versículo 1, do livro bíblico
Gênesis e do cap. 19,
versículo 1, do livro bíblico
Salmos.

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