Jornal Mundo Espírita

Dezembro de 2019 Número 1625 Ano 87
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Triunfo da imortalidade

maio/2013 - Por Equipe Editorial

João Cléofas é o pseudônimo de Espírito que se manifesta pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco. Sua verdadeira identidade é desconhecida, sabendo-se somente que foi médico cardiologista paulistano.

Junto ao Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, BA, esse Espírito tem a tarefa de propor ligeira mensagem na abertura das reuniões mediúnicas, que lhe cabe dirigir, com o objetivo de inspirar os participantes, de os despertar para o alto significado do compromisso, de os alertar para a entrega total ao labor.

Reunidas as exortações recebidas ao longo dos últimos oito anos de atividades, resultaram na publicação de livro de trezentas e setenta e quatro páginas, com primorosa edição da Editora Francisco Spinelli, da Federação Espírita do Rio Grande do Sul, a quem o médium que as recepcionou, Divaldo Pereira Franco, fez a total cessão de direitos autorais.

São cento e cinquenta e uma mensagens, com temáticas variadas, mas que se dirigem essencialmente ao trabalhador da reunião mediúnica, naturalmente de forma igual a todas as pessoas que desejem burilar a própria conduta, na busca da felicidade.

As mensagens não são longas, atendendo ao objetivo, contudo, trata-se de pérolas valiosas, algumas com especial acento de ternura e amor.

Entre tantas, nos permitimos selecionar Luz da Prece:

Oh, pudessem ver a claridade diamantina que a prece esparge sobre as sombras!

Oh! Se pudessem acompanhar a luminosidade da oração, que evoca o nascer do Sol predominando sobre as nuvens borrascosas, e se sentiriam animados a orar sempre mais, incessantemente.

À medida que a prece se evola do coração, iluminando o ambiente, resgata vidas mergulhadas em treva, facultando-lhes o discernimento, proporcionando-lhes a antevisão do futuro.

Orem, orem, particularmente em suas reuniões que objetivam a terapia iluminativa, ajudando os nossos irmãos a se libertarem  da couraça sombria do erro e seguirem ao encontro do Senhor.

Na apresentação da obra, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda se refere às reuniões mediúnicas de esclarecimento espiritual e de desobsessão como reuniões de psicoterapias avançadas, nas quais os doutrinadores, os dialogadores, tornam-se psicoterapeutas espirituais necessários à libertação das paixões infelizes que permanecem naqueles que se apresentam em sofrimentos.

Diálogos iluminativos, assistência socorrista mediante a bioenergia e tratamentos cirúrgicos e corretores são oferecidos com carinho e misericórdia, estabelecendo-se vínculos de fraternidade e de renovação libertadora.

Os títulos das mensagens, ademais, traduzem a transcendentalidade do objetivo, o compromisso dos que se afeiçoam ao labor mediúnico, a presença da Espiritualidade, no socorro aos filhos do Calvário que transitam, na Erraticidade.

Em Orquestra da caridade, o Espírito João Cléofas compara a atividade mediúnica de socorro aos desencarnados em aflição às condições de uma orquestra sinfônica, [na qual] todos aqueles que dela participam, desempenham papel de vital importância no conjunto, de modo a atingir o virtuosismo da peça.

Reportando-se à sala mediúnica como um centro cirúrgico, assinala a função de amor de cada membro da equipe disciplinada e harmônica, para o alcance da nobre atividade, afirmando que Jesus, na condição de Médico Sublime, é Aquele que recebe, que contribui, que participa de todas as atividades como Reitor Sublime da universidade do amor.

Em Ponte sublime, em parágrafos que são verdadeiros versos, o autor espiritual nos permite espontaneamente procedermos a um link mental com a escada de Jacó, descrita no Antigo Testamento, no livro de Gênesis, que narra que  saiu Jacob de Beer-Shéba, e foi a Haran. E tendo chegado a um certo  lugar, e querendo nele descansar depois do sol posto, tomou uma das pedras que ali estavam, e pondo-a debaixo da cabeça, dormiu naquele mesmo lugar.

E viu em sonhos uma escada posta sobre a terra, cujo cimo tocava o céu, e os anjos de Deus subindo e descendo por ela, e o Senhor apoiado na escada, que lhe dizia: Eu sou o Senhor,(…), teu pai (…). (28:10-12)

Cléofas se refere à mediunidade como essa ponte sublime distendida entre as bordas do mundo físico e do mundo espiritual.

Graças a ela transitam de uma para outra margem os habitantes de ambas as esferas da vida.

Os votos do Espírito Manoel Philomeno de Miranda são no sentido de que as mensagens logrem auxiliar os amigos e irmãos que se dedicam a esse ministério.

Pela riqueza das abordagens, pelos conteúdos profundos, ao mesmo tempo, poéticos, tocando a sensibilidade, os capítulos vão se somando, dando ao leitor essa possibilidade de tomar conhecimento de um trabalho perseverante, contínuo, harmônico, que é a prática mediúnica com Jesus.

Quem inicia a leitura, fica de tal forma tocado pelos dizeres, que não deseja parar de ler.

Em formato 16×23 cm, com fonte de bom tamanho, páginas clean, o livro impresso traduz a delicadeza poética do autor espiritual.

Em meio a capítulos que chamam a atenção a comportamentos que devem ser lapidados, como Compromisso de responsabilidade, Circunspeção e devotamento, Cléofas lembra de responder a indagações de grupos mediúnicos que sentem, vez ou outra, a produção se tornar menos qualitativa e quantitativa, analisando em Equilíbrio vibratório especialmente as questões do sono, do cansaço, do desinteresse, que impedem a harmonia da onda específica, gerando interrupções que prejudicam a qualidade do campo.

Enfim, é um livro para ler, reler, reflexionar, ler a sós e no grupo de trabalho mediúnico, para que contribuamos com as claridades do nosso conhecimento e com as doces vibrações da nossa ternura a fim de que os seres que comparecem aos nossos círculos de oração e atendimento, encontrem o pábulo da paz, o aconchego, o consolo e o esclarecimento.

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