Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88

Transformando em amor os ensinamentos nobres recebidos

fevereiro/2007

Com a chegada deste ano, chegou também o início das homenagens aos 150 anos de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, obra primeira do Espiritismo.

Ao observarmos as programações nacionais e internacionais para as diversas  festividades, notamos que o Movimento Espírita estará baseando essas atividades na difusão doutrinária, com lançamento de livros, de conferências, de congressos, de palestras, o que demonstra percepção acertada das necessidades da humanidade.

A tônica, tudo indica, será o chamamento para que a grande e verdadeira homenagem que se pode prestar à Doutrina Espírita é o seu conhecimento e a sua vivência, transformando em amor os ensinamentos nobres recebidos.

Isso nos pede imediatas providências iniciais para que se efetivem mudanças no campo do comportamento pessoal, daquelas atitudes tidas como muito próprias do ser humano ainda, mas que contradizem a mensagem de fraternidade propagada pelo Espiritismo. Recordamo-nos de Paulo, o apóstolo, ao dirigir-se aos Colossenses (3:8): “Mas agora despojai-vos também de todas estas coisas: da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes de vossa boca”.

A fidelidade doutrinária, tão citada por muitos, e de urgente e permanente consideração, não será conseguida por aquele que não observar o conjunto das obrigações necessárias, a começar de mudanças em sua própria intimidade, realinhando o seu pensar e o seu agir, para que contemple as propostas espíritas a respeito da moral, e se apresente, agindo e interagindo, no seu universo de relacionamentos estritamente de conformidade com as orientações do Espiritismo.

Emmanuel, em seu livro Pão Nosso, recebido mediunicamente por Chico Xavier, no final do seu Capítulo 147, conclama-nos: “Não se esqueça também de desintegrar, em derredor dos próprios passos, os velhos envoltórios do rancor, do capricho doentio, do julgamento apressado ou da leviandade criminosa, dentro dos quais afivelamos pesada máscara  ao rosto, de modo a parecer o que não somos”.

Assim, fundamental estudar sempre e continuamente a Doutrina Espírita, para se alcançar conhecimento nobre e superior. Jesus recomenda-nos que o conhecimento da verdade nos ensejará liberdade. No entanto, essencial que sigamos transformando, diariamente, a pequena parcela de verdade possuída por nós, em amor aos semelhantes.

Busquemos perfeita identidade com a autenticidade e coerência espíritas. Sejamos, pois, verdadeiros, mas sejamos bons.

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