Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Trabalhadores em ação

fevereiro/2008

Carlos Alberto Ferreira da Costa

Em que ano você se tornou espírita?

Entre1989 e 1990.

O que o levou ao Espiritismo?

Poderia dizer que a busca por respostas convincentes em minha vida é uma característica inata. Desde menino tinha a certeza de que, em  algum lugar haveria de encontrar conceitos lógicos que me satisfizessem por completo. Busquei isso em diversos cursos de Parapsicologia e seitas diversas até que um dia, “por acaso”, mudei de São Paulo para o litoral do Paraná onde não tive mais acesso a nenhum curso e a única coisa assemelhada era o então Centro Espírita “Nosso Lar”, em Matinhos. Foi assim que, finalmente, a busca terminou e deu início a uma nova fase em minha vida.

Que cidades integram a sua Regional e quantos Centros Espíritas existem nela?

Guaratuba, Matinhos, Paranaguá, Pontal do Paraná, Morretes e Antonina. São seis Casas Espíritas e um Grupo Espírita em formação, em Pontal do Paraná com a nossa ajuda há quatro meses.

Como você avalia a importância das Uniões Regionais, como instrumento de Unificação em nosso Estado?

Considero de suma importância. Não haveria como um único órgão centralizado, como é o caso da Federação Espírita do Paraná, manter um estreito contato com as bases do Movimento se não fossem as Uniões Regionais. Acredito sinceramente que a forma como o nosso Movimento Espírita está organizado é obra do Plano Superior pois em minha opinião, é praticamente perfeito. Graças também, obviamente, á dedicação dos nossos dirigentes que se desdobram para manter tudo funcionando de acordo como foi idealizado no Plano Espiritual.

Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

Sim. Como já disse na questão anterior, é certamente uma estrutura louvável e organizadíssima. Tenho certeza de que é modelo não só para o Brasil como também para todos os demais países. É o futuro da humanidade sendo elaborado a partir de uma célula. Algum dia teremos um organismo mundial completo, sem dúvida alguma, baseado nos mesmos moldes da estrutura brasileira atual.

O que mais falta, em seu conceito, ao melhor funcionamento das Casas Espíritas?

Sempre tive a impressão de que temos alguns vestígios de um passado  equivocado a serem corrigidos, por exemplo, temos muita dificuldade, salvo algumas exceções, de atrair os jovens para o movimento. Em minha opinião é necessário certo dinamismo para atingir este objetivo. Penso que as Casas Espíritas apresentam-se como alago “envelhecido” aos olhos dos jovens. Basta observar os nomes, as fachadas, a ausência de didática própria para faixas etárias mais jovens. São poucas as atividades voltadas para este público. Eles gostam de movimento, música, esporte, dança. Creio que somente ligando os conceitos espíritas a algumas dessas atividades se poderia finalmente fazer a ponte necessária para um maior envolvimento da juventude em nossa casa. Também temos dificuldades neste sentido  mas creio que a solução deverá vir do conjunto nesta área. É um pouco arriscado fazer experiências baseadas no “achismo”.

O “Amai-vos e instrui-vos” está sendo devidamente considerado?

Gosto muito da atual ênfase que se dá ao estudo da doutrina. Sei que nem sempre foi assim e até existem algumas resistências quanto ao estudo mas, de qualquer forma, estou de acordo com os espíritas que colocam o estudo como prioridade até mesmo em relação à assistência social portanto, o “instrui-vos” já está bem encaminhado, mas o “amai-vos…” Nesse sentido ainda temos muito que caminhar.

É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

Simplesmente fundamental. Esta é a nossa garantia de que não incorreremos nos mesmos erros que os cristãos enveredaram mo passado, desta vez não poderemos desvirtuar nem um milímetro da mensagem de Jesus.

Você vê avanços significativos em nosso movimento?

Muitos e bastante significativos em termos de qualidade e quantidade. Concordo inclusive com aqueles que dizem que, atualmente, já é “status” ser espírita. Todos que nos precederam deixaram um legado de retidão e honestidade que hoje desfrutamos.

Dê sugestões para eventuais melhoras de nossas atividades.

Devemos receber melhor as pessoas em nossas casas. Há uma urgência em sermos mais cordiais e receptivos. Não devemos confundir seriedade com sisudez. Podemos ser alegres com seriedade. Adoro, por exemplo, o bom humor do nosso querido Raul Teixeira. É um homem seriíssimo mas sabe, como poucos, utilizar o humor como parte da didática. Sei que, atualmente, muitas Casas Espíritas já conseguiram criar este ambiente favorável ao aprendizado. Acredito que é só uma questão de tempo para todos vivenciarmos a mensagem de Jesus com muita alegria em todas as Casas.

com formação profissional na área de Comunicação Social,
Publicidade e Marketing, atua na Associação Espírita de matinhos e é o
Presidente da Primeira União Regional Espírita.

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