Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Trabalhadores em ação

fevereiro/2009

 Sóstenes Carvalho Cornélio

 1) Em que ano você se tornou espírita?

Em setembro de 1994 comecei a estudar a Doutrina Espírita no CEFAS e assumi algumas atividades a partir do mês de janeiro de 1995. Considero este o momento em que me tornei espírita.

2)  O que o levou ao Espiritismo?

Fui levado ao Espiritismo por pessoa amiga que me introduziu aos grupos de estudo. Imediatamente comecei a admirar seus conteúdos doutrinários, em especial a parte filosófica da doutrina. Com o tempo e o exercício das atividades doutrinárias, percebi que esse era o caminho para solucionar meus questionamentos internos acerca da religiosidade que nos liga ao mestre Jesus e a Deus.

3)  Que cidades integram a sua Regional e quantos centros espíritas existem nela?

A nossa região é composta por Foz do Iguaçu (6 centros), Santa Terezinha de Itaipu (1 centro), São Miguel do Iguaçu (1 centro), Medianeira (1 centro), Matelândia, Santa Helena, Missal, Itaipulândia e Serranópolis do Iguaçu, totalizando 09 centros espíritas federados .

4)  Como você avalia a importância das Uniões Regionais como instrumento de Unificação em nosso Estado?

Acredito ser indispensável a existência das Uniões Regionais para o Espiritismo por ser o braço da Federação Espírita do Paraná a manter a união e a resguardar a pureza da doutrina. Não haveria modo mais eficaz da FEP se fazer presente nos Centros Espíritas espalhados pelo Estado sem a existência das UREs, a fim de manter o movimento espírita Unificado, forte e atuante.

5)  Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

Quanto ao sistema nacional, a Federação Espírita Brasileira tem realizado um bom trabalho se fazendo presente nos diversos eventos realizados em todo o país e até mesmo no exterior.

Em relação ao Estado do Paraná, a FEP cumpre brilhantemente seu papel de provedora das necessidades do Movimento. No que tange aos demais estados brasileiros, não posso opinar por desconhecer o movimento espírita fora do nosso Estado.

6)  O que mais falta, em seu conceito, para  o melhor funcionamento das casas espíritas?

Com certeza é a falta de comprometimento daqueles que se dizem espíritas, quando, na realidade, não interiorizaram o verdadeiro espírito da doutrina. São muitos os frequentadores e poucos os adeptos sinceros e engajados com a causa, o que atrapalha em muito o funcionamento da Casa Espírita.

Muitas atividades são iniciadas e têm que ser suspensas pelo abandono das tarefas em virtudes de compromissos assumidos pelos trabalhadores fora da Casa Espírita. Na maioria das vezes o indivíduo não consegue vivenciar e exemplificar os ensinamentos aprendidos. A prática sincera do espiritismo implica na realização de escolhas difíceis, principalmente no que tange à advertência do mestre de “viver no mundo sem ser do mundo”.

À medida que as pessoas forem compreendendo que a verdadeira vida é a do espírito, esses problemas irão diminuir. Não tardará o momento em que todos seremos envolvidos pelo magnetismo dulcificante do Mestre Jesus, expresso através do Consolador Prometido.

7)   O “Amai-vos e instruí-vos” está sendo devidamente considerado?

Eu diria que ainda não integralmente, pois existe uma carência muito grande de amor e instrução em nosso movimento espírita. Certamente esta lacuna está sendo preenchida aos poucos pela compreensão dos ensinamentos espíritas ministrados nos grupos de estudos e nas atividades doutrinárias da URE.

8)  É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

Penso que é impossível agirmos como espíritas sem termos conhecimento da essência doutrinária exarada nas obras do mestre lionês, Allan Kardec. Manter-se fiel aos postulados contidos nas obras básicas é requisito primordial para aquele que deseja trabalhar na seara espírita.

9)  Você vê avanços significativos em nosso Movimento?

Sim, principalmente na presença constante da FEP em todas as UREs no ano inteiro. Considero de muita importância a grande quantidade de eventos realizados pela nossa Federativa, o que solidifica cada vez mais o movimento local.

10)  Dê sugestões para eventuais melhoras de nossas atividades.

Disponibilidade maior de tempo para conversas mais fraternas entre a FEP e a URE sobre os problemas e carências locais. Sei que temos oportunidades de conversar e explanar problemas a qualquer momento através de diversos canais de comunicações, como emails, telefones, etc., mas nada substitui a presença em uma reunião simples e informal. A reunião trimestral do conselho é importante para tratarmos dos assuntos administrativos e legais da FEP, mas a criação de uma reunião específica com as URES, com mais tempo e menos participantes seria primordial para dirimir conflitos e resolver determinados problemas que surgem em relação às nossas atividades, além de que iria proporcionar maior troca de experiências e estreitar ainda mais os laços de fraternidade.

Engenheiro civil e frequenta o Centro Espírita Francisco de
Assis-CEFAS em Foz do Iguaçu. Atualmente preside a 13ª URE.

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