Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Trabalhadores em ação

dezembro/2008

Marcelo Pineze Pereira é bacharel em direito, exercendo advocacia há 12 anos.  Frequenta a Sociedade Espírita Meimei – S.E.M. e, atualmente, preside a 11ª URE, sediada em Campo Mourão.

1)     Em que ano você se tornou espírita?

Desde a infância, portanto, há mais de 30 anos.

2)    O que o levou ao Espiritismo?

Tive a honra de ser conduzido por meus pais desde a infância, portanto, espírita quase de berço. Frequentei a evangelização infantil, juventude espírita da qual continuo vinculado ainda hoje como coordenador. Para minha felicidade eles não me perguntaram se eu queria ir, conduziram-me naturalmente.

3)     Que cidades integram a sua Regional e quantos centros espíritas existem nela?

Campo Mourão, Cianorte, Ubiratã, Goioerê, Peabiru, Cidade Gaúcha, Terra Boa, atualmente com nove (09) casas espíritas.

4)   Como você avalia a importância das Uniões Regionais, como instrumento de Unificação em nosso Estado?

As Uniões Regionais são de vital importância como instrumento de Unificação, são os braços da Federativa, que vão ao encontro das necessidades de cada região. Assim, é possível estar mais perto, mais presente, conhecendo melhor tanto a realidade quanto a necessidade de cada região. As uniões regionais possibilitam maior aproximação, favorecendo o surgimento dos laços indispensáveis a Unificação. Não há Unificação sem união, tão pouco, união sem reunião sob o esteio da fraternidade. Percebo que esta aproximação, o trabalho em conjunto, o objetivo comum, desenvolvem os laços de amizade, fraternidade e confiança. Assim a URE e naturalmente a FEP passam a ser parceiras importantes de cada sociedade espírita, convergindo esforços para um só fim.

 5)      Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

Federar em sua origem latina significa unir por aliança. A proposta do sistema federativo é essa, objetivando unificar e fortalecer, colocando o candeeiro onde possa espargir luz. O sistema Federativo empunha esta bandeira, de agregar valores num objetivo comum: Semear a Boa Nova, o Cristianismo Redivivo, a Doutrina dos Espíritos! Deste modo, o sistema Federativo propicia essa convergência de ideal, esse ressumar de esforços, possibilitando uma cachoeira de ações. O sistema, portanto, atende às necessidades, mas é preciso considerar que o sistema não é autômato, necessita das pessoas, dos dirigentes e trabalhadores. Quanto mais unido e unificado, quanto menor o interesse pessoal, maiores e melhores serão os resultados.

6) O que mais falta, em seu conceito, ao melhor funcionamento das casas espíritas?

Isso varia em cada casa espírita. Em algumas faltam trabalhadores, em outras, união, entre outras coisas. Creio ser fundamental para qualquer casa, conhecer os seus objetivos, através do estudo e reflexão; Planejar metas a curto e longo prazo; vencer o personalismo e a consequente autocracia, que desune fazendo perecer a tarefa. O personalismo tem sido motivo de estagnação de muitos núcleos espíritas, quando não de sua ruína; trabalho e espírito de equipe; A conjugação da boa vontade com o esforço e dedicação dos trabalhadores; construir laços de amizade e fraternidade.

7)    O “Amai-vos e instruí-vos” está sendo devidamente considerado?

Creio que tem ocorrido um contínuo despertar para o estudo, fruto de longos anos de investimento e trabalho de nossa Federativa, bem como, pelo esforço de trabalhadores incansáveis como: Divaldo Pereira Franco e Raul Teixeira, somados aos esforços dos dirigentes e trabalhadores. Quanto ao amai-vos, percebemos maior dificuldade de compreensão de sua aplicabilidade na casa espírita. Não há como amar o outro sem procurar amar-se, sem estar junto, sem unir, sem convergir, sem que os vínculos de amizade se estendam além da casa espírita, sem aplicar a caridade como entendia Jesus, divergindo sem dissentir, compreendendo que os fins não justificam os meios, e, portanto, não temos o direito de sermos intolerantes em nome do zelo doutrinário, tão pouco, inconsequentes em nome da união.

8)      É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

Sim. Com absoluta certeza! O Espiritismo é fruto do esforço conjunto dos Espíritos superiores e de Allan Kardec sob a coordenação direta de Jesus. Possui um tríplice aspecto, todos necessários ao nosso desenvolvimento intelecto-moral, na superação do materialismo, no desenvolvimento do verdadeiro “homem de bem”. Não temos o direito de alterá-la, sob qualquer pretexto. Somos espíritos ainda inferiores, e a Doutrina Espírita, o remédio eficaz prometido por Jesus para nos curar, para nos elevar das trevas interiores que ainda nos situamos. Cabe a nós adeptos sinceros, o esforço por estudá-la, bem compreendê-la e praticá-la.

9)      Você vê avanços significativos em nosso Movimento?

Sim! Basta lançar um olhar para o passado e veremos o quanto o Movimento Espírita vem se estruturando, se aprimorando. Está mais organizado, mais ativo, estabelecendo metas, buscando evoluir. O avanço do movimento depende dos adeptos e estes, progressivamente estudando mais, e com isso, superando preconceitos e barreiras, priorizando investimentos, unindo e unificando gradativamente. Percebo maior abertura por parte de muitos dirigentes, em ouvir e refletir as ações dos trabalhadores, em dirigir e fomentar de forma cristã. Há muito que fazer e melhorar, mas estamos avançando!

10)   Dê sugestões para eventuais melhoras de nossas atividades.

Continuar investindo na criança, no jovem, no trabalhador, na divulgação. As dificuldades existentes são próprias das nossas imperfeições. A Doutrina Espírita está posta, antídoto eficiente contra nossas mazelas morais. Quando falamos em dificuldades no Movimento, falamos das dificuldades do homem, provenientes do orgulho, egoísmo e vaidade, de querer fazer tudo ao seu modo por julgar ser o único correto. O nobre Allan Kardec deixou-nos o norte, estudo das obras imortais da codificação, e como leme, o exemplo pessoal de vivência: Trabalho, solidariedade e tolerância.

 

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