Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Trabalhadores em ação

setembro/2008

Sérgio Castelão Pinheiro, analista e desenvolvedor de sistemas de informática, frequenta o Centro Espírita Fé, Amor e Caridade, em Paranavaí, cidade-sede da 8ª URE.

 

1 – Em que ano você se tornou espírita?

Considero-me espírita desde o ano de 1999.

 

2 – O que o levou ao Espiritismo?

Acredito que quando chega a hora, os amigos espirituais nos dão uma ajuda nesse sentido. Eu nem era simpatizante do Espiritismo até que encontrei no dia 11/02/1999, em um dos banheiros de minha casa, o livro “E a Vida Continua”, de André Luiz. Esse livro estava meio que escondido sobre o box do banheiro, onde minha esposa o havia deixado, pois o estava lendo. Ela já era simpatizante. Quando encontrei esse livro, resolvi folheá-lo para saber do que se tratava. Após ler as primeiras páginas me senti atraído pela história e continuei até o fim. Essa leitura despertou grande interesse pelo assunto Espiritismo, mas eu tinha ainda à época alguns senões a serem resolvidos, pois era profitente do catolicismo, e as passagens bíblicas que supostamente condenam a Doutrina Espírita me incomodavam. Graças a Deus já tinha acesso à internet nessa época e resolvi fazer um estudo aprofundado sobre Espiritismo x Bíblia. Descobri toda a verdade sobre o assunto e então, vencida essa barreira inicial, pude me dedicar livremente aos estudos da Doutrina em si. Desse modo, entendo que adentrei as portas do Espiritismo pelo interesse doutrinário.

 

3 – Que cidades integram a sua Regional e quantos centros espíritas existem nela?

Nossa regional é bem extensa. As cidades que a integram, e que tem o Movimento Espírita são: Cruzeiro do Sul, Diamante do Norte, Loanda, Nova Esperança,  Nova Londrina, Paraíso do Norte, Paranacity, Paranavaí, Santa Cruz de Monte Castelo, Santa Izabel do Ivaí, São Carlos do Ivaí e Terra Rica. Ao total, são 15 centros espíritas, entre filiados e adesos.

 

4 – Como você avalia a importância das Uniões Regionais, como instrumento de Unificação em nosso Estado?

A dinâmica do Movimento Espírita, particularmente no Paraná, com sua estrutura voltada para atender as necessidades doutrinárias da menor célula – mas a mais importante – que é o centro espírita é, a meu ver, estratégia que vem produzindo excelentes resultados. Através do trabalho das Uniões Regionais com as casas espíritas, constata-se as dificuldades que o Movimento Espírita enfrenta, e pode-se trabalhar, em conjunto, todos eles. Em nossa região, onde a realidade é de centros pequenos e com poucos freqüentadores, podemos observar que o trabalho oferecido pela FEP através da URE e da Inter-Regional, além dos seminários, simpósios, encontros de trabalhadores e dirigentes, acaba por ser elemento motivador para os companheiros que realizam o trabalho da divulgação doutrinária nos eventos rotineiros de suas casas espíritas. Aproveito para destacar também a grande importância das Inter-Regionais. Particularmente em nossa Inter-Regional, a Noroeste, formada pelas URE´s de Campo Mourão, Maringá, Paranavaí e Umuarama, sempre nos reunimos para tratar dos diversos assuntos, tanto relacionados a eventos em comum, quanto para deliberarmos sobre as dificuldades do Movimento Espírita. Não esquecendo ainda de mencionar que o trabalho das Sub-Regionais é tão importante quanto. Em nossa região temos já formalizada a Sub-Regional em Loanda, onde seu coordenador, Adilson Valdir Baronceli, realiza excelente trabalho congregando as casas espíritas de Loanda, Santa Izabel do Ivaí, Santa Cruz do Monte Castelo, Diamante do Norte e Nova Londrina. Por outro lado, destacamos o trabalho do companheiro Rogério Nilton Martins, que embora não oficialmente ainda, já vem desempenhando algumas funções de coordenador da futura Sub-Regional Paranacity.

 

5 – Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

Infelizmente não tenho conhecimento aprofundado do trabalho federativo fora de nosso Estado, e não posso opinar nesse sentido. No entanto, no Paraná posso dizer que sim.

 

6 – O que mais falta, em seu conceito, ao melhor funcionamento das casas espíritas?

As casas espíritas de nossa região têm enfrentado dois grandes problemas, que penso devam ser tratados com cuidado tanto por parte dos dirigentes dos centros espíritas, quanto por toda equipe da FEP: a falta de trabalhadores e a evasão dos jovens, que saem dos menores centros urbanos para fazerem faculdade nos maiores.

 

7 – O “Amai-vos e instruí-vos” está sendo devidamente considerado?

Embora todas as dificuldades inerentes ao nosso estágio evolutivo, acredito que sim. Percebemos hoje a grande preocupação dos centros espíritas em dar ênfase aos estudos doutrinários, base primordial para a realização dos mandamentos maiores da Doutrina Espírita.

 

8 – É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

Certamente. E aproveitando a oportunidade, gostaríamos de ressaltar o importante trabalho que o companheiro Cosme Massi vem realizando, ao despertar o interesse pelo estudo das obras básicas de modo aprofundado, incluindo aí a Revista Espírita. Em nossa região já pudemos notar resultados satisfatórios dessa iniciativa.

 

9 – Você vê avanços significativos em nosso Movimento?

Entendendo que o objetivo nato do Espiritismo é a transformação moral da humanidade, e que esse objetivo será atingido com a divulgação maciça da Doutrina Espírita, podemos observar grandes avanços nesse sentido. De acordo com as notícias dos veículos especializados constatamos que grande parte do planeta já tem Movimento Espírita organizado, e onde ainda não o tem, podem contar com programas de rádio e TV, além de farto material na internet, como é o caso da TV CEI, por exemplo.

 

10 – Dê sugestões para eventuais melhoras de nossas atividades.

Penso que já temos os subsídios que necessitamos para a realização da tarefa da divulgação do Consolador. O que nos falta é aprimorá-los. Nesse sentido, trabalho constante na organização das casas espíritas, implantação e adequação de grupos de estudos e formação de trabalhadores conscientes, devem estar entre nossas metas, enquanto dirigentes do Movimento Espírita em nossas regiões.

 

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