Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Trabalhadores em ação

julho/2008

Alan Kardec Moreira, formado em administração, opera no ramo de autopeças, frequenta o Centro Espírita Paz, Amor, Verdade e Justiça, em Faxinal, cidade-sede da 6ª URE.

1 – Em que ano você se tornou espírita?

Bom, essa é uma pergunta em que meu nome não me deixa mentir, tive a felicidade de nascer em uma família espírita.

2 – O que o levou ao Espiritismo?

É interessante esta questão, pois é importante ressaltar que o simples fato de pertencer a uma família espírita não significa que automaticamente também nos identifiquemos com a Doutrina. No meu caso desde a infância, sempre gostei de participar na casa espírita, minha Mãe foi quem iniciou a evangelização infantil na Casa onde frequento e nos ensinou, desde muito cedo, a estudar esta maravilhosa Doutrina. Portanto posso dizer que cresci dentro de um centro espírita.

3 – Que cidades integram a sua Regional e quantos centros espíritas existem nela?

Faxinal, Apucarana, Arapongas, Borrazópolis, Bom Sucesso, Cambira, Grandes Rios, Ivaiporã, Jandaia do Sul, Lidianópolis, Marumbi, Arapuã, Ariranha do Ivaí, Califórnia, Cruzmaltina, Godoy Moreira, Jardim Alegre, Kaloré, Lunardeli, Marilândia do Sul, Mauá da Serra, Novo Itacolomi, Ortigueira, Pitangueira, Rio Branco do Ivaí, Rio Bom, Rosário do Ivaí, Sabáudia, São Pedro do Ivaí e São João do Ivaí. No total são 30 cidades, porém só temos núcleos Espíritas nas 11 primeiras, onde há: 13 casas espíritas constituídas e 3 grupos que se dedicam ao estudo do Espiritismo.

4 – Como você avalia a importância das Uniões Regionais, como instrumento de Unificação em nosso Estado?

Nos últimos anos, percebemos uma grande aproximação da Federação Espírita do Paraná com as casas espíritas. Neste contexto, penso que as UREs exercem um papel fundamental, pois fazem o trabalho de base que proporciona o intercambio. É, sem dúvida, o elo entre a FEP e as casas espíritas.

5 – Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

Plenamente,   seria otimismo demais, porém é inegável que o Movimento Federativo avançou muito. Hoje podemos afirmar que todos os espíritas que tiverem interesse, podem ter acesso aos benefícios proporcionados pelo Movimento organizado. Em nosso Estado especialmente, é notório o grande salto do Movimento Federativo, pois além da estrutura que oferece orientação em todos os setores da casa espírita (doutrinário, DIJ, assistencial e administrativo), todos os espíritas do Estado têm a oportunidade de estar em contato direto com a Diretoria, pelo menos uma vez no ano, graças às Inter-regionais.

6 – O que mais falta, em seu conceito, ao melhor funcionamento das casas espíritas?

Acredito que existe uma carência de organização estratégica, planejamento, espírito empreendedor e principalmente trabalho em grupo. É fundamental o comprometimento por todos os membros do grupo para que não sobrecarregue nem um companheiro e os objetivos sejam alcançados. Não podemos dar espaço ao melindre, a humildade tem que imperar. Para atingirmos nossas metas no campo doutrinário, é fundamental a união e a organização material.

7 – O “Amai-vos e instruí-vos” está sendo devidamente considerado?

Sem dúvida essa deve ser a grande meta dos espíritas. Percebemos um grande esforço por parte daqueles que ombreiam conosco no Movimento Espírita em atingir essa meta, todavia não podemos nos esquecer que ainda temos muito a conquistar no campo da moral e do conhecimento.

8 – É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

A fidelidade doutrinária é o nosso grande compromisso com o Codificador e só será possível preservar a Doutrina Espírita das “novidades” que surgem constantemente e mantê-la como nos entregou o Mestre Kardec, a partir do seu estudo. Pois só com o conhecimento doutrinário será possível separar o joio do trigo. Fidelidade doutrinária consiste na prática dos postulados espíritas sem procurarmos adaptá-los aos nossos caprichos.

9 – Você vê avanços significativos em nosso Movimento?

Sim, vejo que o Movimento Espírita passou por um grande processo de seleção. Se observarmos as histórias das casas espíritas, veremos que no passado tínhamos mais participantes, porém sem compromissos com a fidelidade doutrinária, as atividades giravam em torno das atividades mediúnicas. Hoje, embora em um número mais reduzido de pessoas, vemos que a grande maioria das casas espíritas prioriza o estudo da Doutrina, a evangelização infanto-juvenil e a prática da caridade.

10 – Dê sugestões para eventuais melhoras de nossas atividades.

Penso que o grande desafio do Movimento Federativo é buscar a unificação do Movimento Espírita, tal como orientava Allan Kardec que dizia da necessidade dos espíritas interagirem, trocando ideias e desenvolvendo a fraternidade entre si.

Mas para isso temos que conviver com as diferenças, evidentemente que me refiro às diferenças metodológicas ou administrativas, pois nas questões de ordem doutrinária devemos rechaçar, com veemência, tudo o que possa desvirtuar a Doutrina. Portanto este é o nosso compromisso: Unificar sem uniformizar, sob pena de corrermos o risco de instituirmos no Movimento Espírita uma estrutura como as das religiões tradicionais.

Melhorar sempre: esse deve ser nosso propósito.

 

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