Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Trabalhadores em ação

maio/2008

José Aparecido Sanches, atualmente preside a 4ª URE, é técnico em eletrodomésticos há 40 anos. Freqüenta os Centros Espíritas João Batista e Nosso Lar, em Jacarezinho, cidade-rede da Regional.

1 – Em que ano você se tornou Espírita?

Nasci Espírita. Minha avó e minha mãe já freqüentavam centro espírita antes de eu nascer. Até onde minha memória pode retroceder, sempre me vi em uma casa espírita. Iniciei meus estudos aos sete anos em um colégio de freiras e lembro que tinha aversão à catequese católica.

2 – O que o levou ao Espiritismo?

Está na resposta anterior. Porém, comecei a estudar efetivamente a Doutrina em 1972.

3 – Que cidades integram a sua Regional e quantos centros Espíritas existem nela?

Jacarezinho (2), Santo Antonio da Platina, Joaquim Távora , Ribeirão do Pinhal, Ribeirão Claro, Ibaiti, Figueira, Cambará, Andirá, Bandeirantes (2), Wenceslau Braz. Treze Centros.

4 – Como você avalia a importância das Uniões Regionais, como instrumento de unificação em nosso Estado?

Muito importante, pois as UREs são a ponte de ligação representando diretamente a Federativa perante as casas espíritas, propiciando, assim, orientação, treinamento, seminários, assistência na parte administrativa, troca de experiências e união em torno dos ideais.

5 – Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

Sim, é bastante satisfatório e está em constante aperfeiçoamento.

6 – O que mais falta, em seu conceito, ao melhor funcionamento das casas espíritas?

Nas pequenas casas do Interior, falta o elemento humano conhecedor da Doutrina, com disponibilidade e que possa somar esforços e dividir responsabilidades.

7 – O “Amai-vos e instruí-vos” está sendo devidamente considerado?

Como aprendemos com a Doutrina, nem sempre os valores morais, as virtudes, caminham paralelamente à instrução e à intelectualidade. Porém percebo que há um esforço sincero no sentido de se “domar as más tendências”. Mas como sabemos, a luz da instrução propicia a moralidade, por isso, damos prioridade total ao estudo filosófico da Doutrina.

8 – É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

Sim, essencial, aos princípios básicos que são as linhas mestras do corpo doutrinário. Porém, entendo que, sendo o Espiritismo uma proposta filosófica de conseqüências éticas e morais, e que toca em todos os campos da vivência humana, deve ser pensado e não visto simplesmente como mais uma crença religiosa, sob pena de certos conceitos se tornarem dogmáticos. Por isso devemos construir continuamente, raciocínios lógicos em cima desse alicerce doutrinário, a fim de que o Espiritismo possa estar em constante dinamismo, acompanhando o desenvolvimento das ciências e do pensamento humano, como imaginou Kardec.

9 – Você vê avanços significativos em nosso Movimento?

Sim, hoje vemos muitos grupos bem estruturados, que realmente estudam e pesquisam profundamente, porém uma parcela significativa do Movimento ainda permanece estacionada no simplismo de antigamente, priorizando apenas o contacto mediúnico e os passes, muito embora estes também sejam importantes.

10 – Dê sugestões para eventuais melhoras de nossas atividades.

Percebo que a grande dificuldade está na renovação do movimento através do jovem. Pelo menos em nossa região, nós, os atuais líderes, já estamos maduros e é difícil alguém mais jovem com formação no movimento assumir os compromissos. Entendo que deveríamos promover uma Educação Espírita que instigasse o jovem a “pensar” de maneira crítica, filosófica e investigativa a proposta espírita, e não somente “crer” passivamente como se faz nas religiões tradicionais. Acho que o jovem de hoje, que é inteligente, crítico, e que tem em mãos uma vasta possibilidade de informação, não gosta de ser “doutrinado”.

Assine a versão impressa
Leia também