Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Trabalhadores em ação

janeiro/2009

 Luiz Carlos Sauer

 1) Em que ano você se tornou espírita ?

Em 1987. Porém, desde o início dos anos 60 já era simpatizante.

 2) O que o levou ao Espiritismo ?

 Penso ter nascido espírita, pois os fundamentos doutrinários do Espiritismo  fizeram parte da minha vida, desde muito cedo.

3) Que cidades integram a sua Regional e quantos centros espíritas existem nela ?

 Nossa região é composta de 25 municípios. Mas em apenas 5 há representação do Movimento federado, com 6 centros e mais 1 grupo de estudos.

 4) Como você avalia a importância das Uniões Regionais, como instrumento de Unificação em nosso Estado ?

 Penso seja a maneira mais adequada, por manter de alguma forma a Federação sempre próxima das células fundamentais do Movimento que são as instituições e os trabalhadores espíritas, e julgo seja a forma de manter as “varas” sempre unidas..

5) Em sua opinião, o sistema federativo atende plenamente às necessidades do Movimento no Brasil e nos Estados?

 Acredito que em havendo a participação efetiva das diversas federativas no propósito de fortalecimento da União e Unificação que trará como conseqüência o fortalecimento da FEB, o sistema terá sim condições de atender a todas as necessidades. Há, porém, o imperativo de que estejamos conscientes de que nós somos a FEP, a FEB e  o próprio movimento – assim, tudo depende de nós.

6) O que mais falta, em seu conceito, ao melhor funcionamento das Casas Espíritas?

 Com a permissão da veneranda Joanna de Ângelis – a “espiritização”, a “qualificação” e a “humanização” de nossos centros espíritas. Aliás, esta proposição está muito bem sintetizada, já há mais de 140 anos: Espíritas, amai-vos e instruí-vos.

Entendo atualíssima a afirmação de Vianna de Carvalho:”O Movimento Espírita cresce e se propaga, mas a Doutrina Espírita permanece ignorada, quando não adulterada..”

7) O “Amai-vos e instruí-vos” está sendo devidamente considerado?

Por certo notamos a preocupação ou pelo menos a citação dos espíritas e dirigentes espíritas em relação à recomendação do Espírito de Verdade. A questão é: será que a estamos considerando devidamente? Penso que há muito por fazer.

8) É importante a integral fidelidade aos princípios doutrinários, como se depreende das obras básicas de Allan Kardec?

 Somente para os espíritas! E como conseqüência para tudo aquilo que se faça sob o nome da veneranda Doutrina Espírita.. Ora, será uma falta de coerência ou até mesmo de inteligência, adotarmos o qualificativo “espírita” sem nos mantermos fiéis às suas origens, aos seus fundamentos. Se somos ou nos dizemos espíritas, vamos ser fiéis a que?. Ou somos espíritas fiéis à Codificação ou mudemos o qualificativo, por exemplo para “espiritólicos”, “espiritélicos”, “espiritantes”, “espiriteus”, “espiritudo” – ao prazer de cada um. Não deturpemos o Espiritismo.

9) Você vê avanços significativos em nosso Movimento?

 Sinceramente, não. Claro que sempre há as felizes exceções. Como já afirmei em resposta anterior, o Movimento Espírita é o resultado da somatória das ações de todos os espíritas, ou principalmente dos dirigentes espíritas. E, por vezes, esta somatória é ainda muito pequena. O que me preocupa, como parte integrante do Movimento, será o dia em que tiver que “prestar contas” da aplicação dada aos “talentos” ou às “ minas” colocadas em nossas  mãos pelo Senhor da Vida.Ou ainda, se nos for perguntado “… que fizestes das oportunidades de trabalho que te ofereci no seio da Doutrina Consoladora ?”

 10) Dê sugestões…

Sugiro três reformas: a reforma da nossa visão mundana, pelo estudo sistematizado da Doutrina; a reforma dos nossos interesses imediatos, com pequenos sacrifícios em favor da Causa que abraçamos e, por fim, a nossa reforma  íntima, objetivo final, maior, da própria vida.

Administrador de empresas aposentado. É presidente do Centro Espírita
Joaquim Nabuco e vinculado à 12ª URE desde 1991, já tendo desempenhado
todos os cargosadministrativos, agora presidindo-a.

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