Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

Telepatia

setembro/2008

Pathos em grego quer dizer impressão exercida sobre a alma e tele traduz à distância. Impressão exercida sobre a alma à distância é o fenômeno da telepatia. A telepatia pode ser espontânea e experimental.

A espontânea ou natural é uma ocorrência cotidiana e raramente deixamos de encontrar alguém que ainda não tenha sido recipiente de pensamentos alheios, facilmente comprovável, tal a precisão das imagens mentais recebidas. A experimental ou artificial é obtida em ambientes de pesquisas, laboratórios, em que cientistas e técnicos conhecedores do mecanismo de transmissão e recepção do pensamento utilizam-se de pessoas, transmissores ou receptores, para testes sob rigoroso controle em que são enviadas mensagens telepáticas, transmitindo sensações, números, palavras, desenhos, idéias, etc.

Tal como ocorre na hipnose, na telepatia o senso moral e a noção de ridículo impedem a plena aceitação das mensagens enviadas. O receptor bloqueia, quando algo lhe fere a razão e os sentimentos.

Exemplo: o transmissor determina que o receptor vá ao jardim e abra um guarda-chuva em pleno sol. A pessoa vai ao jardim, mas não abre o guarda-chuva, por considerar ridícula tal atitude.

As experiências mais objetivas são feitas com formas geométricas ou desenhos porque permitem uma melhor avaliação do fenômeno. Os testes telepáticos com desenhos são mais antigos, datando de 1883, realizados por M. Guthrie e J. Birchall, ambos pesquisadores ingleses.

A telepatia pode ocorrer também no fenômeno da hipnose. O célebre cientista alemão Schrenck-Notzing, que mais tarde tornar-se-ia espírita, fez experimentos e obteve 13 adivinhações em 25 ensaios, como narra na obra “Experimental Studies in thought transference”.

As grandes distâncias não impedem a telepatia. Constatações têm sido feitas entre agentes a mais de 1.000 km.

Uma variação na telepatia é a recepção em grupo. Transmite-se a mensagem e diversas pessoas a captam ao mesmo tempo.

A telepatia não é fenômeno mediúnico, pois não há participação de pessoas mortas. É uma ação entre “vivos”.

O mais famoso pesquisador do fenômeno foi Joseph Banks Rhine, da Universidade de Duke, que celebrizou as cartas Zener, um baralho especial de 25 cartas.

A telepatia comprova os ensinamentos espíritas que afirmam ser o pensamento constituído de elementos semi-materiais, que podem se projetar a distâncias incalculáveis; obedecendo a vontade do transmissor, ganham velocidade e direção.

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