Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Somos ricos ou pobres?

janeiro/2007

A menina estava na segunda série. Tinha tudo de que precisava: nove irmãos e irmãs para brincar, livros para ler, uma boneca feita de retalhos e roupas limpas, às vezes, remendadas pelas mãos de sua mãe.

Ela era feliz na escola, com seus cabelos em trança e os sapatos sempre limpos e engraxados.

Adorava o cheiro de lápis novos e do papel grosso que a professora distribuía para os trabalhos.

Um dia, subindo os degraus da escola, ouviu uma garota segredar para a outra, entre risos: Olha, essa é a menina pobre.

Mary ficou triste.  Olhou para seu vestido e pela primeira vez notou como era desbotado, um vinco na bainha denunciando que tinha sido aproveitado.

Olhou para os pesados sapatos de menino que estava usando e se sentiu envergonhada por serem tão feios.

Quando chegou em casa, também pela primeira vez descobriu que o tapete da cozinha era velho, que havia manchas de dedos na pintura meio descascada das portas.

Tudo lhe pareceu feio e acanhado. E perguntou para sua mãe: Nós somos pobres?

Pobres? – repetiu a mulher, pousando a faca com que descascava batatas.

Não, não somos pobres.Olhe para tudo que temos.

E apontou para os filhos que brincavam na outra sala.

Através dos olhos de sua mãe, a menina pôde ver o fogo da lareira que enchia a casa com seu calor, as cortinas coloridas e os tapetes de retalhos que enfeitavam a casa.

Viu o prato cheio de biscoitos de aveia sobre a cômoda. Do lado de fora, o quintal que oferecia alegria e ventura para dez crianças.

Talvez algumas pessoas pensem que somos pobres em matéria de dinheiro, mas temos tanto…

E Mary descobriu que a verdadeira riqueza são a família, o amor, o lar, a escola. Ela tinha tudo.

Adaptação de texto do Momento Espírita com base no cap. As riquezas de mamãe,
de Mary Kenyon, do livro Histórias para aquecer o coração das mães, de Jack Canfield,
Mark Victor Hansen, Jennifer Read Haewthorne, Marci Shimoff, ed. Sextante.

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