Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2020 Número 1635 Ano 88
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Sessenta anos na terra das araucárias

abril/2014 - Por Maria Helena Marcon.

Foi no ano de 2002, a 12 de abril, ao ensejo da V Conferência Estadual Espírita que Raul Teixeira, convidado a apresentar o tribuno DIVALDO PEREIRA FRANCO, reportou-se à mitologia grega, narrando que Hécate, filha do Titã Perses, conhecido como resplandecente e de Aristeia, conhecida como a donzela estelar, era a única remanescente, sobrevivente dos Titãs, que conseguiu manter seu poder sob a tutela de Zeus, o grande senhor dos deuses do Olimpo Grego.

A notável Hécate era amada pelos imortais e pelos mortais. A sua representação era como uma deusa tríplice. Eram três corpos de três jovens, unidos pelas costas, enxergando o mundo em três direções.

Hécate participava dos fenômenos da vida e dos fenômenos da morte. Ela vivia na Terra, mas podia descer aos infernos e podia subir aos céus. Quando a notável Deméter, desesperada, procurava por sua filha Perséfone, raptada por Hades, o deus infernal, foi Hécate que se apresentou a Deméter com um facho de luz, arrebatou-a para a intimidade solar, para confortá-la, para dar-lhe bom ânimo e, na intimidade da luz solar, Deméter pôde, então, tomar contato, tomar conhecimento do destino de sua filha Perséfone, que havia sido sequestrada.

Nosso Divaldo Pereira Franco tem algo de Hécate, porque ele é capaz de viver também nesta tríplice dimensão. É o homem amigo, é o homem conferencista espírita, é o homem médium espírita.

É capaz de conviver com os pobres e com os potentados, tem capacidade de descer aos infernos das vidas humanas e agraciar-se na convivência dos Espíritos Nobres, na simbologia celestial.

Diante de todas as dores daqueles que têm as esperanças raptadas, o bom ânimo sequestrado, Divaldo Franco, como Hécate, é capaz de trazer, com o facho de sua palavra, com as luzes dos ensinamentos dos imortais, a orientação, a lucidez, mostrando caminhos e fazendo-nos arrebatados ao sol dos tempos novos, enxergar a realidade das coisas, conhecer as razões das coisas e dar um novo destino às nossas vidas.

É esse baiano de Feira de Santana, com mais de duzentos e cinquenta livros publicados, com milhares de filhos de outros pais, de outros corpos, criados por seu amor, alimentados por sua esperança e fé, é esse homem que viaja, através de mais de sessenta e cinco países, por todos os Continentes, sem descanso, sem cansaço.

É esse o nosso venerando amigo, reverenciado pelos mortais e pelos imortais, abençoado por Jesus de Nazaré, aquele a quem, neste momento, desejamos homenagear.

Desejamos lhe agradecer por tudo que ele representa para o Movimento Espírita, especialmente para o da terra das araucárias.

Há sessenta anos, em 4 de abril de 1954, Divaldo aqui aportou, por primeira vez. Ainda a bordo do avião, ele teve a primeira recepção. O Espírito Lins de Vasconcellos se lhe apresentou e comprometeu-se, ao chegar ao aeroporto, a lhe indicar quem seria o Presidente da Federação Espírita do Paraná, João Ghignone, o que cumpriu.

Fazia frio e o jovem baiano, acostumado ao sol e ao calor da Bahia, padeceu com seu fino terno de linho. Ao se apresentar, no Auditório da Federação Espírita do Paraná, hoje Sede Histórica, o jovem orador olhou para aquelas cortinas de veludo vermelho, da parede e desejou ali se envolver. Quem sabe o poderiam aquecer um pouco.

Naquele dia, Divaldo sentiu o frio curitibano lhe penetrando os ossos, mas, desde aquele momento até hoje, sempre teve a aquecê-lo o calor dos nossos corações agradecidos a lhe abraçar.

A Divaldo a nossa mais profunda gratidão, em preces elevadas aos Céus, por sua saúde, sua paz, sua vida. Jesus o envolva em Suas generosas bênçãos, hoje e sempre.

Fotos: Acervo FEP

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