Jornal Mundo Espírita

Abril de 2017 Número 1593 Ano 85

Semeadores do tempo melhor

abril/2017

Há oitenta e cinco anos, sendo completados neste mês de abril de 2017, apresentava-se o Jornal Mundo Espírita entre os poucos veículos de divulgação da Doutrina Espírita no Brasil e no mundo.

Foi fundado por Henrique Andrade, que o dirigiu por dezesseis anos, e sua primeira edição se deu no dia 4 de abril de 1932.

Com a saída de Henrique Andrade, em seu lugar e pelos próximos quatro anos, assumiu Lins de Vasconcellos, que veio a desencarnar em 1952, já havendo transplantado o jornal para os cuidados da Federação Espírita do Paraná.

Com uma pequena interrupção em suas edições, a partir de 1953 e até 1971, Lauro Schleder e Francisco Raitani revezaram-se na direção do periódico.

Em seguida, Victor Ribas Carneiro o assumiu e, em 1977, repassou a direção para Honório Mello, que o dirigiu até 1979, quando Victor retornou à sua direção para, em 1984, face a problemas de saúde, precisar se afastar. Em seu lugar assumiu Célio Trujillo Costa e, após ele, de 1986 a 1992, Maurício Silva.

Em 1993, o jornal, como órgão noticioso da Federação Espírita do Paraná – FEP, deixou de ter diretores, e suas edições ficaram sob a responsabilidade da

Diretoria Executiva da FEP, assim permanecendo até hoje.

Esta é uma síntese administrativa deste jornal, que conquistou a condição de estar dentre os mais antigos veículos da imprensa espírita no Brasil e a qualidade de ser de um dos mais tradicionais jornais espíritas do país.

Seu compromisso sempre foi a divulgação da Doutrina Espírita, comunicando os feitos e as belas letras produzidas pelo Movimento Espírita, por entender, conforme ensinado pelo Benfeitor Espiritual Bezerra de Menezes que a identidade de princípios deve ser a viga mestra que nos una para que possamos trabalhar com perfeito entendimento de objetivos, cuja leitura encontramos no livro Compromissos iluminativos, capítulo 32, da lavra mediúnica de Divaldo Pereira Franco.

E essa identidade se faz mais fiel, mais homogênea, na medida em que os espíritas alcancem nível assemelhado de entendimento e prática doutrinária, o que um estudo sério do Espiritismo conduz, no entanto, a comunicação, como no caso do jornal, faculta levar a todas as partes a identidade de propósitos, ligando entre si cada espírita, cada núcleo espírita, nos mais distantes recantos do Brasil e entre irmãos de outras terras, formando a família da esperança.

Apresentando regularmente os fatos noticiados, os exemplos de vida e de práticas cristãs, e as páginas entesouradas pelos ensinos formatados pelos articulistas, o jornal conduz, qual archote, a luz da mensagem esclarecedora e consoladora do Espiritismo, pois seus editores responsáveis sabem que quem viaja com o Sol não percebe a presença da noite que foi devorada pela claridade.

Trabalhando para que o profano não se insinue no divino, o vulgar no especial, o ridículo no ideal, o Mundo Espírita noticia, sim, mas não deixa de publicar as lições à luz do Espiritismo, a fim de que, como pomicultor da Era Nova, leve a boa semente para ser depositada nos corações dos leitores, estimulando a compreensão também quanto à importância de uma vida em identidade com Jesus.

Ainda segundo as palavras do caroável Benfeitor Bezerra de Menezes, no mesmo livro acima citado, agora no capítulo 29: A Codificação Espírita é o alfabeto da Nova Era sobre o qual se erguerá o templo da paz, quando a mensagem da Terceira Revelação atingir todas as criaturas do orbe, realizando o fanal da imensa revolução social que modificará as estruturas do Planeta.

E há oitenta e cinco anos, todos os que laboraram e os que hoje compõem a equipe diretiva e editorial deste Jornal se mantêm firmes nesse esforço, fortemente vinculados nas tarefas com o Cristo e com Kardec, a fim de que o alfabeto da Nova Era seja divulgado nos quatro cantos do mundo, com a velocidade que os recursos atuais permitem aos meios de comunicação.

O Jornal Mundo Espírita veio para ficar.

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