Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Revivendo ensinos

Mais respeito com a doutrina que abraçamos

novembro/2016

Escrever com simplicidade e clareza, concisão e objetividade, esforçando-se pela revisão severa
e incessante, quanto ao fundo e à forma, de originais que devam ser entregues ao público.
O patrimônio inestimável dos postulados está empenhado em nossas mãos.

André Luiz/Waldo Vieira/Conduta Espírita/cap. 15

Vez por outra deparamo-nos com certos escritos, na imprensa espírita, que nos deixam preocupados, sejam artigos, revistas ou livros, os quais, em vez de trazerem simplicidade e clareza quanto aos ideais que abraçamos, confundem, dividem e, em certos casos, até lançam descrédito.

Compreendemos o ponto de vista daqueles que, no afã de urgenciar a divulgação da Doutrina, utilizam um linguajar bem popular e até, em certas publicações, bem chulo, chegando quase ao desrespeito moral, entretanto, não nos esqueçamos que quando nos manifestamos através de qualquer tipo de expressão, ali não se fazem, somente, as articulações desse ou daquele articulista ou escritor, mas, a representação dos conceitos idealísticos, aos quais o autor está ligado.

Tanto isso é verdade que, em qualquer erro cometido por um profitente do ideal abraçado, quem leva a culpa maior é a mensagem. Lembro-me que, certa vez, quando ainda morava em outra cidade, determinada companheira do Movimento Espírita local, ao se sentir prejudicada, em um momento de invigilância, por certo confrade, se afastou da Doutrina Espírita dizendo que se o que ela sofrera era Espiritismo, preferia se afastar.

A sapiência de André Luiz no texto encimado, (…) contido no livro citado, o qual, aliás, deveria ser um dos livros de cabeceira de todo espírita, bem mostra isso.

A mensagem espírita não é mais um fenômeno religioso que aparece entre nós  para perpetuar conceitos puramente filosóficos, em mais uma etapa evolutiva do orbe, mas, a Consolação definitiva aos filhos da Terra, restabelecendo o pensamento original de Jesus, tão modificado ao longo dos tempos.

Entendemos a necessidade da Terceira Revelação se tornar cada vez mais conhecida, em todos os quadrantes da nossa casa, chamada Terra, entretanto, temos que melhor cuidar do legado que Deus nos confiou.

O patrimônio inestimável dos postulados espíritas está empenhado em nossas mãos –  muito bem nos chama a atenção o amigo Espiritual André Luiz que, se não otimamente preservado correrá o risco de ser adulterado, como ocorreu com o próprio Cristianismo, tornando o nosso plano de vida cada vez mais de expiação e de provas, retardando a Regeneração que se avizinha.

Jesus, em Seu Evangelho, nos chamou a atenção quanta à nossa maneira invigilante de ser, anunciando realizações funestas, como realmente aconteceram, em prejuízos de Sua mensagem. Será que mais uma vez vamos persistir no mesmo erro?

Givanildo Ramos Costa (Rio de Janeiro)
Jornal Mundo Espírita, setembro de 1999.

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