Jornal Mundo Espírita

Julho de 2020 Número 1632 Ano 88
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Reunião do Conselho Federativo Estadual

traz a Curitiba lideranças de todo o estado

janeiro/2007

A sede da Federação Espírita do Paraná – FEP, na Alameda Cabral, 300, em Curitiba, foi palco de intensas atividades, no dia 25 de novembro do ano findo.

Os membros do Conselho Federativo Estadual – CFE, das cidades de Curitiba, Londrina, Maringá, Paranavaí, Pato Branco e Foz do Iguaçu, bem assim os Presidentes das 17 Uniões Regionais Espíritas – UREs (sedes em Matinhos, Ponta Grossa, Rio Negro, Jacarezinho, Londrina, Apucarana, Maringá, Paranavaí, Umuarama, Cascavel, Campo Mourão, Guarapuava, Foz do Iguaçu, Pato Branco e Curitiba), realizaram a reunião ordinária, última do ano de 2006.

Como convidados, estiveram presentes os Representantes da ABRAME – Associação Brasileira dos Magistrados Espíritas do Paraná, Desembargador Noeval de Quadros e da AME – Associação Médico-Espírita do Paraná, Dr. Laércio Furlan, Diretores da FEP e Presidentes de Casas Espíritas da URE – 8ª Região: Ana Margarete H. Knabach Scarano, do Centro Espírita Allan Kardec, de Cruzeiro do Sul; Maria Rita de Lima Sousa, do Centro Espírita Francisco de Assis, de Nova Esperança e José Bonifácio Moron, do Centro Espírita Maria de Nazareth, de Paranacity.

A pauta, bastante extensa, foi totalmente cumprida na carga horária estipulada de cinco horas. Merece destaque a aprovação do CFE da filiação de mais duas Casas Espíritas, que assim passam a integrar o Movimento Federativo Estadual: Centro Espírita Integração do Amor, de Socavão, proposta da URE – 2ª Região e da Sociedade Espírita Maria de Nazareth, de Palmas, proposta da URE – 14ª Região.

Notícias trazidas do Conselho Federativo Nacional – CFN foram apresentadas, mormente às que se referiam às comemorações alusivas ao Sesquicentenário de O Livro dos Espíritos,  para o ano de 2007 e as deliberações em torno da aprovação da nova redação do Documento Orientação ao Centro Espírita.

Na oportunidade, foi procedida a eleição do terço renovável do CFE, passando a ser a seguinte a sua composição, a partir de 1º de janeiro do corrente ano, encontrando-se vago um cargo, cujo preenchimento deverá se dar na reunião de fevereiro:

Adriano Greca  (Curitiba)

Allan Archetti (Pato Branco)

Daniel Dallagnol (Curitiba)

Danilo Arruda da Luz (Maringá)

Francisco Ferraz Batista (Curitiba)

Jaime Moura Jorge (Paranavaí)

João de Mattos Lima (Curitiba)

José Miguel Silveira  (Londrina)

José Virgílio Góes (Curitiba)

Lannes Boljevac Csucsuly

Luiz Henrique da Silva (Curitiba)

Márcia Edith de Souza Pinto (Foz do Iguaçu)

Maria Helena Marcon (Curitiba)

Osvaldo Monteiro (Paranavaí)

Reginaldo Silva Araújo (Curitiba)

Terezinha Colle (Curitiba)

Vânia Maria de Souza (Cascavel).

Pela manhã, aconteceu a Reunião com os Presidentes das UREs e Diretores de DIJ, no Auditório da Sede Histórica da FEP, recebendo cada Representante Regional uma pasta contendo as Diretrizes e Normas ao Sistema Federativo Estadual, em detalhamentos de ofícios, memorandos, apostilas, CDs, a fim de auxiliar a essas lideranças a melhor atuação doutrinária e administrativa para o biênio 2006/2008.

A Presidente da FEP, Maria Helena Marcon e os Vices, Francisco Ferraz Batista e Luiz Henrique da Silva foram os condutores do treinamento cujo foco se deu em torno do documento aprovado pelo CFN em 26 de maio de 2001, Diretrizes ao Sistema Federativo Estadual.

Os integrantes do CFN, convidados e Diretores da FEP participaram ainda, no domingo, 26, do Seminário de Cosme Massi, no Teatro da FEP: A lógica da ética espírita.

A lógica da ética espírita

 

Este foi o tema do Seminário de três horas, desenvolvido por Cosme Massi, no Teatro da Federação Espírita do Paraná – FEP, no dia 26 de novembro de 2006. O evento reuniu, além de expressivo público, Conselheiros e Presidentes das Uniões Regionais Espíritas – UREs, que se encontravam na Capital para reunião ordinária do Conselho Federativo Estadual – CFE.

Servindo-se de exemplos do cotidiano e de fatos vivenciados com personagens ilustres da História da Humanidade, Cosme, de forma bastante acessível tratou de questões mais complexas, propiciando melhor entendimento. Dentro da dinâmica e da forma de abordagem do tema, propôs situações delicadas aos participantes, nesse objetivo de levá-los a verificar sua própria forma de agir.

Iniciando por conceituar a ética como a ciência da conduta ou ciência que tem por objeto de estudo a moral, onde a moral seria objeto da ética, segundo uns, ou conforme outros, ética como a moral, enumerou os diversos entendimentos a respeito, nessa proposta de eleger qual seria a que deve o homem adotar.

Num primeiro momento, discorreu a respeito da ética utilitarista, que determina a conduta do homem pelo bem ou a felicidade que proporciona ao maior número de pessoas, onde o homem se indagaria quantos indivíduos ficariam mais felizes ou teriam seus males atenuados, graças a essa ação.

Depois, a ética deontológica (déon – dever; logos – ciência), que tem a conduta determinada pelo dever, o cumprimento da lei, enquanto a ética das virtudes estabelece a conduta do homem pela sua natureza moral. O homem age de forma espontânea, por ser possuidor da virtude. A correta conduta se faz espontânea, praticando o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmo.

Cosme demonstrou que a ética, em qualquer um dos seus sentidos explanados, traria um ou outro componente comprometedor, e então explicou que o Codificador da Doutrina Espírita se preocupou com essa questão, ao indagar aos Egrégios luminares da Codificação: Que definição se pode dar da moral? – deles recebendo a resposta: A moral é a regra de bem proceder, isto é, a distinção entre o bem e o mal. Funda-se na observância da lei de Deus.O homem procede bem quando tudo faz pelo bem de todos [ética utilitarista], porque então cumpre a lei de Deus [ética deontológica]. (O livro dos espíritos, perg. 629).

Ficando patente a excelência dos ensinos espíritas para a conduta do homem, reportou-se ainda às questões das virtudes, com enfoques especiais para as perguntas de números 893 e 894 da obra basilar da Doutrina espírita, O livro dos espíritos.

Encerrou, expondo que a lógica da ética espírita se assenta em considerar a natureza moral do homem (virtudes e vícios) e o móvel da ação humana (lei de Deus e a felicidade coletiva).

A FEP está disponibilizando o inteiro teor desse Seminário em sua Livraria Mundo Espírita, na Praça Osório, 399, em Curitiba, tele-vendas (41) 3225.2739, também podendo ser adquirido através a Livraria Virtual www.livrariamundoespirita.com.br.

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