Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

Retorno à vida espiritual

abril/2015 - Por Célia Xavier de Camargo

Desencarnou, a 24 de fevereiro, em Curitiba, aos 83 anos, Maria da Luz Silva Pedroso. Seu corpo foi velado na sede do Movimento Assistencial Espírita, MAE, e enterrado, no dia seguinte, em Rolândia, acompanhado pelo carinho de familiares, amigos, vizinhos e das pessoas que ela tanto ajudou durante toda a sua existência.

Luzita, como era mais conhecida, nasceu em Curitiba, em 14 de setembro de 1931, filha de Francisco Pereira da Silva e Maria Augusta Freitas da Silva, primogênita entre os irmãos: Helenita, Sueli e Luiz, já desencarnado.

Casou-se em 3 de julho de 1953, em Curitiba, com o médico Dr. Luiz Carlos Pedroso. Uma semana depois, transferiu-se para Rolândia, onde permaneceu quase a vida inteira e onde, pelas mãos de seu esposo, nasceram Waldemiro, Liane, Luzita e Luiz. Ao desencarnar, deixa catorze netos e quinze bisnetos.

Luzita, juntamente com seu marido, tornou-se espírita em 1975, através das mãos de Hugo Gonçalves, de Cambé, PR.

Fundou, em participação com amigos de Rolândia, três centros espíritas: a Sociedade Espírita Maria de Nazaré, há 36 anos; o Movimento Assistencial Espírita- MAE, há 30 anos e a Casa Espírita União. Fundou, ainda, diversos grupos de estudos em Apucarana, Londrina e Curitiba.

Luzita era palestrante e médium com faculdades de vidência, audiência, psicografia e psicofonia.

Em 2008, contraiu um câncer linfático que, juntamente com uma fratura de quadril, muito a debilitou, a ponto de seu médico liberar seu retorno para casa, para, segundo ele, desencarnar em seu lar. Mas, com muita vontade de viver, ela superou o câncer e a fratura (sem cirurgia) e voltou a se estabilizar, com a ajuda dos amigos de ambos os planos.

Nos momentos mais críticos, no Hospital do Câncer, quando era aguardada sua partida, ela disse a um dos filhos, com voz fraca, que não morreria de câncer e, sim, do coração, o que, naquele momento, parecia pouco provável.

Passaram-se sete anos de luta monitorando o câncer, que se mantinha estável, até que em janeiro deste ano, sofreu fratura de fêmur. Novamente, mostrou sua vontade de lutar, suportando a cirurgia, dias de UTI, recuperando-se em Curitiba na residência do filho mais velho, Waldomiro, cuidada pela filha Liane.

Passado um mês da cirurgia, desencarnou, em decorrência de parada cardíaca. Cumpria-se assim o que ela havia dito sete anos antes: que desencarnaria em função do coração e não do câncer, que se mantinha estabilizado.

No dia anterior ao desenlace, despediu-se do filho Waldomiro: Meu amor, estou muito cansada, preciso voar!

Na manhã seguinte, pouco depois das seis horas, deu seu voo maior, retornando à Pátria Espiritual, onde, certamente, continuará a trabalhar pelo círculo afetivo que construiu nesta existência.

Contam-nos Amigos Espirituais que Luzita despertou, no plano espiritual, ainda muito debilitada, nos braços de sua mãe, acompanhada de perto pelos grandes amores: seu pai, o marido, e o Paizinho Hugo, entre outros.

Abriu os olhos, teve um leve susto ao revê-los e, em seguida, esboçou um lindo sorriso!

Contam-nos ainda que Amigos Espirituais ligados às três Casas Espíritas de Rolândia, que ajudou a fundar, aguardavam o momento oportuno para saudá-la e homenageá-la.

Certamente cada um que a conheceu deve ter um fato interessante em sua história, por isso deixo ao leitor para resgatar na memória esses momentos que se tornaram inesquecíveis, marcados pela doce presença do seu amor!

Foto:  Acervo FEP

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