Jornal Mundo Espírita

Maio de 2019 Número 1618 Ano 87

Ressurge a verdadeira religião

março/2015

O ano de 2015 já vai raiando e será repleto de homenagens a Allan Kardec, o Codificador da Doutrina Espírita, uma vez que se comemoram os 150 anos do livro de sua autoria: O Céu e o Inferno ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo.

Também ele é lembrado, neste mês de março, o mês de sua desencarnação, que se deu no dia 31, no ano de 1869.

No entanto, uma duradoura homenagem que se pode prestar-lhe, é a consolidação cada vez mais intensa da prática fiel dos ensinos espíritas, começando nos Centros Espíritas e alcançando a vivência diária de cada um como um todo.

E o edifício se levanta sobre vigas mestras, conforme leciona O Espírito de Verdade[1]: Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.

E o mais começa pelo começo. Para isso, colhemos diversas citações na literatura espírita, que se fazem elucidativas quanto aos pontos que focamos.

O Centro Espírita e os propósitos do Consolador:

Se um nome é necessário, inscreveremos em seu frontispício: Escola do Espiritismo Moral e Filosófico, e para ela convidaremos todos quantos têm necessidade de esperanças e de consolações. – Allan Kardec [2]

Quem busca um Centro Espírita, o faz para aproximar-se do conhecimento espírita e suas práticas, ou o faz pelo peso de seus problemas ainda sem solução e suas dores sem lenitivos, ou, mesmo que em menor número, por simples curiosidade.

Há muita angústia aguardando a contribuição espírita, e muita loucura necessitando de socorro espírita.

Esta é a religião, cujo nome foi dado por Jesus. O Consolador, não o esqueçamos.

Consolemos as lágrimas, estancando-as no seu nascedouro; atendamos à dor, ferindo-a na origem. Lutemos contra o mal em nossa alma e ganharemos a Terra da Paz. – Bezerra de Menezes[3]

O Centro Espírita e a mensagem espírita:

Um Centro Espírita é uma escola onde podemos aprender e ensinar, plantar o bem e recolher-lhe as graças, aprimorar-nos e aperfeiçoar os outros, na senda eterna. – Emmanuel[4]

Impostergável, portanto, o compromisso que temos, todos nós, desencarnados e encarnados, de estudar e divulgar o Espiritismo nas bases nobres com que no-lo apresentou Allan Kardec a fim de que o Consolador de que se faz instrumento não apenas enxugue em nós os suores e as lágrimas, mas faça estancar nas fontes do sofrimento as causas de todas as aflições que produzem as lágrimas e os suores. – Vianna de Carvalho[5]

Centro Espírita é o educandário básico da mente popular. – Bezerra de Menezes[6]

Nosso compromisso é com Jesus – nossa barca, nossa bússola, nosso norte, nosso porto…

Jesus, meus amigos! Aquele a Quem juramos fidelidade, amor e serviço.

Hoje é o nosso dia de apresentar o Evangelho restaurado à sofrida alma do povo.

Falemos a linguagem simples e comovedora da esperança, trocando o verbalismo sonante e vazio pela semente de luz que devemos colocar na alma dos que padecem na cegueira das paixões e do desequilíbrio.

A nossa não é outra, senão a tarefa de conduzir com segurança os náufragos das experiências humanas ao porto da paz. – Bezerra de Menezes[7]

Como o pensamento de Allan Kardec pode ser comparado às sete notas musicais da divina sinfonia da vida, ao homem cabe utilizar-se delas no campo da Doutrina Espírita para compor as melodias que enriqueçam a Terra de beleza, promovendo o espírito humano.

A Codificação Espírita é o alfabeto da Nova Era sobre o qual se erguerá o templo da paz, quando a mensagem da Terceira Revelação atingir todas as criaturas do orbe, realizando o fanal da imensa revolução social que modificará as estruturas do Planeta.

Penetremo-nos no conhecimento kardequiano para melhor sentirmos a palavra viva de Jesus.

Cristo e Kardec estão erguendo o homem do caos em que jaz para os píncaros da Imortalidade. – Bezerra de Menezes[8]

Finalizando: E dilatando a claridade do sol espírita conscientemente, através da exposição e da narrativa, falando ou escrevendo, vivamos a mensagem excelente que reflete o amor de Deus a todas as criaturas, porquanto, se até ontem recebemos uma fé desfigurada, enigmática e simbólica, com o Espiritismo, nos moldes com que Allan Kardec no-lo ofereceu, ressurge a verdadeira religião, apresentando o Senhor Jesus desvelado e simples, fazendo-se conhecer e amar em nós e conosco, até o fim dos tempos! – Vianna de Carvalho[9]



[1] KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. cap. VI, item 5.

[2] _____. Revista Espírita. jan. 1861.

[3] FRANCO. Divaldo Pereira. Compromissos iluminativos. Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Salvador: LEAL. cap. 27.

[4] O CENTRO Espírita. Emmanuel. Revista O Reformador. Rio de Janeiro, FEB. jan. 1951.

[5] FRANCO, Divaldo Pereira. Sementeira da fraternidade. Por Espíritos diversos. Salvador: LEAL. cap. 18.

[6] Entrevista de Raul Teixeira publicada no jornal O Imortal, mar. 2009.

[7] FRANCO, Divaldo Pereira. Compromissos iluminativos. Pelo Espírito Bezerra de Menezes. Salvador: LEAL. cap. 25.

[8]  ______. Op. cit. cap. 29.

[9]  ______. À luz do Espiritismo. Pelo Espírito Vianna de Carvalho. Salvador: LEAL. cap. 30.

 

 

 

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