Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Referências morais

julho/2010

Quais as razões que levaram o Cristo a ser tão enérgico no trato com os fariseus?

Do hebraico pharush, farisaísmo quer dizer divisão, separação, oposição…

Extremamente dedicados aos rituais e aos cultos exteriores, primavam pela falsidade das aparências. Orgulhosos, nada admitiam que lhes contrariasse o fanatismo de seus hábitos. Mentirosos, pregavam e exigiam o que não praticavam. Aparentavam santidade para encobrir atos imorais.

Jesus os conhecia plenamente!

Para dar base moral ao Cristianismo,  o Divino e Sábio Mestre os denunciava publicamente para mostrar aos seguidores de todas as crenças e de todos os séculos, o quanto a justiça de Deus repudia o orgulho, o fanatismo, a mentira, a falsidade, deixando claro o destino doloroso que aguarda os que ainda hoje insistem nesses procedimentos, advertindo-nos:

“Afastai-vos de mim, todos vós que praticais iniquidade” (Lc: 13-23), e completa: “Nem todos os que me dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus” (Mt: 7-21).

Obviamente, Jesus dirigiu-se aos cristãos.

Há que ressaltar a argúcia incomum do Celeste Enviado que, com habilidade pedagógica, situava os erros com irrefutável clareza.

Eram os fariseus sedutores de esposas dos amigos recém-desencarnados, os “salteadores de viúvas” (Lc 20). Golpistas, tentaram enganar o Senhor que lhes repreendeu: “Hipócritas, por que me tentais?” (Mt 22). Tornou, novamente: “Hipócritas, bem profetizou Isaías, quando disse: Esse povo me honra com os lábios, mas conserva longe de mim o coração” (Mt 15). “Sois semelhantes aos sepulcros caiados. Por fora se mostram belos, mas estão repletos de toda imundície” (Mt 23), comparou-os Jesus. Ensinou-nos a orar, combatendo a falsidade e o orgulho: “Quando orardes, não sereis hipócritas” (Mt 6).

Há inumeráveis passagens nos textos evangélicos em que o Cristo estabelece, de forma nítida, as referências morais que nós, espíritas, não podemos ignorar.

Seria por esses motivos que os benfeitores espirituais insistem em mostrar o fracasso de espíritas? Suas dores e desespero nos umbrais e nas próprias consciências?

Livros como “Os Mensageiros”, “Obreiros da Vida Eterna”, “Instruções Psicofônicas”, “Vozes do Grande Além”, da lavra de Chico Xavier e “Reencontro com a Vida”, “Tormentos da Obsessão”, “Entre Dois Mundos”, psicografados por Divaldo Franco, entre outros, dão bem a dimensão dos desastres morais daqueles que vivem de aparência, esquecidos dos sentimentos ensinados e vividos pelo Cristo.

O poder ainda fascina a muitos.

O ciúme tem sido constante em nossas instituições. A competição por destaque é uma dolorosa constatação. A intriga, a maledicência, o mau humor, a perseguição a dedicados companheiros se fazem presentes nas relações fingidamente fraternas.

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