Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Planeta parecido com a Terra é descoberto: tem água e sol

Anúncios da Nova Era

setembro/2014

A existência de vida fora da Terra nunca esteve tão próxima de se confirmar. Cientistas anunciaram, em 17 de abril de 2014, a descoberta do primeiro planeta fora do sistema solar, de tamanho similar ao da Terra e onde pode haver água em estado líquido na superfície. Isso significa que o planeta pode ser habitável.
A novidade reafirma a probabilidade de que haja planetas irmãos à Terra na nossa galáxia, a Via Láctea. O trabalho, conduzido por um cientista da NASA, foi publicado na revista científica Science.

É o primeiro exoplaneta (planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol) do tamanho da Terra encontrado, na zona habitável de outra estrela, explicou Elisa Quintana, astrônoma da NASA, que liderou as investigações. A descoberta é algo particularmente interessante porque o planeta, batizado de Kepler-186F, orbita uma estrela anã vermelha (a Kepler-186), menos quente do que o Sol, em uma zona onde pode haver água líquida.

De acordo com os cientistas, o planeta recém-descoberto tem 1,1 vezes o tamanho da Terra, está na quinta posição contada a partir de seu sol e precisa de 129,9 dias terrestres para dar uma volta inteira em torno de sua estrela – o equivalente a um ano.

Já a estrela anã tem aproximadamente metade do diâmetro do Sol e fica a 490 anos-luz da Terra. Essa zona é considerada habitável porque a vida, tal como conhecemos, tem possibilidade de se desenvolver no local.

Que se saiba, só existe vida aqui (na Terra). Então, estávamos procurando por um sistema exatamente como o nosso, ou seja, que tivesse um planeta do tamanho da Terra, localizado na zona habitável (com uma distância da sua estrela tal que a temperatura na superfície faça com que seja possível a existência de água) e que estivesse orbitando uma estrela parecida com o Sol, explica Isa Oliveira, pesquisadora de astrofísica e sistemas planetários do Observatório Nacional. Até hoje, só tínhamos conseguido uma ou duas dessas coisas acontecendo ao mesmo tempo. Dessa vez, temos as três características juntas.

A estrela que funciona como o sol desse sistema é a anã vermelha que, segundo Isa, representa 70% das estrelas no Universo. É bastante excitante que isso ocorra ao redor de uma estrela tão comum. Dá esperança de que a ocorrência de planetas com vida seja bastante possível em outros locais no Universo, afirma. Pode ser que consigamos descobrir muitos outros planetas mais próximos para que a próxima geração de telescópios possa observá-los melhor. Pode ser o começo de uma era bastante frutífera.

www.sonoticiaboa.com.br

Foto: Reuters/NASA

Assine a versão impressa
Leia também