Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2020 Número 1634 Ano 88

Pesquisa sobre mediunidade

fevereiro/2013

A Revista Época (nº 757), em reportagem da jornalista Denise Paraná, relata os resultados de pesquisa realizada, desde 2008, com médiuns psicógrafos. A experiência, seguindo critérios e métodos científicos, envolveu pesquisadores de instituições de prestígio e competência no meio acadêmico: Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Goiás e Universidade da Pensilvânia.

A seleção dos médiuns voluntários foi rigorosa e os pesquisadores observaram o seu mapeamento cerebral em transe mediúnico e em elaboração de textos de própria autoria.

Descreve a jornalista que Os resultados causaram espanto. O que se constatou foi que durante a psicografia o cérebro dos médiuns apresentava menor atividade, ainda que os textos gerados fossem bem mais complexos [do que os próprios escritos, em estado “normal”].

Outro dado interessante revelado pela pesquisa foi que nos médiuns mais experientes a atividade cerebral era ainda menor, Para os cientistas, isso seria “compatível” com a hipótese de que os médiuns não teriam mesmo sido os autores dos textos psicografados e sim os espíritos comunicantes.

O cientista Andrew Newberg, da Universidade da Pensilvânia, especialista em neuroimagem de experiências religiosas e referência mundial em documentários que tratam de ciência e religião, disse que É conhecido o fato de experiências religiosas afetarem a atividade cerebral. Mas a resposta cerebral à mediunidade, à prática de supostamente estar em comunicação com ou sob o controle do espírito de uma pessoa morta, até então nunca tinha sido investigada.

 O estudo sugeriu que a atividade cerebral dos médiuns, no trabalho da psicografia se assemelha a de pacientes esquizofrênicos, sendo que, no entanto, os primeiros gozam de saúde mental.

A conclusão inicial dos cientistas, a partir da pesquisa, é de que a mediunidade pode ser considerada uma manifestação saudável e uma expressão comum à natureza humana.

Há muito ainda a ser admitido pela ciência, mas esse estudo é um marco e abre caminho para novas pesquisas.

Fonte: www.correiofraterno.com.br

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