Jornal Mundo Espírita

Janeiro de 2020 Número 1626 Ano 87

Perseverar sempre

junho/2012

Não nos desanimemos de fazer o bem, pois, a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos.

Paulo. Gálatas 6:9

Não te canses… este é o título de mensagem de Emmanuel, psicografada por Chico Xavier no livro Fonte Viva. Belas palavras que nos concitam a praticar o bem, seguir em frente apesar dos percalços que a vida nos apresenta.

Diz Emmanuel: Quando o buril começou a ferir o bloco de mármore embrutecido, a pedra, em desespero, clamou contra o próprio destino, mas depois, ao se perceber admirada, encarnando uma das mais belas concepções artísticas do mundo, louvou o cinzel que a dilacerara.

(…) Não te canses de fazer o bem.

Quem hoje te não compreende a boa vontade, amanhã te louvará o devotamento e o esforço.

Jamais te desesperes, e auxilia sempre.

A perseverança é a base da vitória (…)

(Chico Xavier/Emmanuel – Fonte Viva, item 124)

 

Quantas vezes nos afligimos ante as próprias limitações, por vezes nos sentindo impotentes diante de nossas limitações.

Várias vezes almejamos fazer tanta coisa para modificar as situações que nos incomodam, que nos fazem sofrer sem lograr êxito.

Seja qual for a situação, nunca desista de fazer o bem, jamais duvide de sua força, levando-o a toda parte, orando e esclarecendo, a fim de que as sombras batam em retirada.

Se você é amável, cortês, pode parecer bajulador a alguns, mesmo assim, insista.

Se você for honesto, pode ser enganado, mesmo assim, persista.

Se você está em paz consigo mesmo, pode suscitar inveja, mesmo assim, continue em paz.

O bem que você faz pode ser esquecido, ainda assim faça o bem a quem puder.

Dê sempre aos outros o seu melhor, ame como gostaria de ser amado, como o Mestre Jesus nos ensinou. Ninguém veio ao mundo a passeio. Estamos aqui para aprender, principalmente a amar ao próximo, a compreender suas limitações para que possamos ser amados e compreendidos.

Quando a vida parece não ter sentido, alcemos nosso olhar para o Alto em busca de orientação do Mestre amado, pedindo fé, confiança em nós e em nossos semelhantes.

Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso… Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade

(…) A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares (…)

(Allan Kardec – A Gênese. A geração nova, Cap. XVIII – Itens 27 e 28.)

Vive-se na Terra o momento da grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Diz Manoel P. de Miranda, no livro Transição Planetária, introdução:

Observam-se amiúde os pródromos dos sentimentos bons, quando alguém é vítima de uma circunstância aziaga, movimentando grupos de socorro, ao tempo que outras criaturas se transformam em seres-bomba, assassinando, fanática e covardemente, outros que nada têm a ver com as tragédias que pretendem remediar por meios mais funestos e inadequados do que aquelas que pretendem combater…

Movimentos de proteção aos animais sensibilizam muitos segmentos da sociedade, no entanto, incontáveis pessoas permanecem indiferentes a milhões de crianças, anciãos e enfermos que morrem de fome cada ano, não por falta de alimento que o planeta fornece, mas por ausência total de compaixão e de solidariedade…

Fenômenos sísmicos aterradores sacodem o orbe com frequência, despertando a solidariedade de outras nações, em relação àquelas que foram vitimadas, enquanto, simultaneamente, armas ditas inteligentes ceifam outras centenas e milhares de vidas, a serviço da guerra, ou de revoluções intermináveis, ou de crimes trabalhados por organizações dedicadas ao mal…

São esses paradoxos da vida em sociedade, que a grande transição que ora tem lugar no planeta irá modificar.

 O momento é decisivo. A hora da transformação é esta.

Jamais duvide da força do bem, porque o mal não tem vida própria, ele só se insinua quando o bem não está presente.

Faze o bem em toda parte com as mãos e com o coração, orando e esclarecendo, a fim de que o trabalho da verdade fulgure em teus braços como estrelas luminescentes em forma de mãos.

(Extraído do texto “Não desista do bem” –
redação do Momento Espírita)

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