Jornal Mundo Espírita

Outubro de 2021 Número 1647 Ano 89

Perguntas que Jesus nos fez

setembro/2021 - Por Sandra Borba Pereira

Na Cristandade há um consenso: Jesus é o Mestre por excelência, o Mestre dos mestres. Toda Sua ação se reveste de uma atmosfera pedagógica que tem por objetivos instruir, esclarecer, orientar, ensinar, provocar o ouvinte, de modo a tornar sua comunicação interativa, eficaz, transformadora.

Observando a prática pedagógica de Jesus, chama a atenção a multiplicidade de técnicas e recursos que utilizou de modo a atender à diversidade dos Seus discípulos e ouvintes, retirando-os de uma postura meramente passiva, acomodada, apática.

A partir desse olhar sobre Jesus Educador sentimo-nos instigados a nos debruçar sobre uma das técnicas mais frequentes em sua práxis pedagógica: a pergunta didática.

A pergunta didática se insere num diálogo que visa tornar o ensino dinâmico, auxiliando o discípulo/ouvinte a mudar sua atitude face à própria aprendizagem, mergulhando assim na intimidade reflexiva, saindo de sua zona de conforto ou sendo instigado à crítica superadora da mera assimilação de conteúdos geralmente impostos pelas tradições, culturas e processos educativos.

Os Evangelhos nos apresentam diferentes perguntas: provocativas, reflexivas, críticas, estimuladoras da observação, da curiosidade e da criticidade, instigantes ao processo de autoencontro e de elaboração de uma visão do futuro. Conteúdos culturais, tradições, valores, atitudes, motivações, situações do cotidiano, visões de mundo, escolhas… nada escapa à atitude pedagógica do Senhor.

A obra, que oferecemos à publicação, pela Editora Fráter, apresenta uma seleção de vinte indagações, que compõem o mesmo número de capítulos. Cada uma delas contextualizada ao momento do seu aparecimento, com comentários e apresentação de alguns pontos reflexivos ao leitor:

O que buscamos quando seguimos a Jesus?

Estamos preocupados com as coisas materiais lhes dando mais importância do que a necessária?

Chamamos Jesus de Senhor mas… aceitamos Seu senhorio fazendo o que Ele nos ensina?

O que temos para oferecer ao Mestre?

Por que não reparamos em nossos próprios defeitos?

Somos gratos à Vida, àqueles que nos fazem o bem?

Estamos vivendo de forma a considerar nossa condição de Espíritos Imortais?

Como adoramos a Deus?

O Espírito Francisco de Paula Vítor, que nos brindou com a obra Quem é o Cristo?, pela mediunidade de José Raul Teixeira escreve, à guisa de prefácio:

O Mestre deseja que os Seus discípulos aprendam com Ele a pensar no Reino dos Céus ou no Mundo Maior.

O Mestre deseja que os Seus alunos aprendam com Ele a pensar na Terra dos homens-psique que estão evoluindo.

O Mestre deseja que os Seus aprendizes aprendam com Ele a pensar como se educam as crianças para uma sociedade ética, saudável e espiritual.

O Mestre deseja que os Seus educandos aprendam com Ele a pensar em como fazer da Humanidade um colégio atentos às Suas orientações de amor.

O Mestre deseja que os Seus estudantes aprendam com Ele a pensar com lucidez em qualificar os homens no futuro de paz.

O Mestre deseja que todos os Seus discípulos tenham nos raciocínios a verdade, a lógica e a coragem de dar testemunho do Evangelho.

O Mestre deseja que todos os Seus discípulos tenham nos sentimentos a crença, o poder da simpatia e o poder da fraternidade.

O homem tem uma memória boa para fazer discursos lindos, para fazer palestras bonitas, para fazer o povo se emocionar. Jesus quer mais do que isso.

O homem na Terra precisa ter um cérebro íntegro, uma consciência reta, uma sinceridade de propósito, como de Jesus. Ter um coração amoroso, uma saúde espiritual, uma verdade, como de Jesus. Ter uma humildade, uma boa vontade e uma fidelidade, como de Jesus.

Eis aí o convite formulado na obra, cuja venda tem sua renda revertida para o Remanso Fraterno, da Sociedade Espírita Fraternidade, de Niterói/RJ.

Importante lê-la e, de forma individual, buscarmos responder a cada uma das questões propostas pelo Homem de Nazaré.

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