Jornal Mundo Espírita

Maio de 2020 Número 1630 Ano 88
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Pandemia

maio/2020

Pandemia vem do grego pan – tudo/todos + demos – povo. É uma epidemia de doença infecciosa que se espalha entre a população de uma grande região geográfica, como por exemplo, um continente. Ou mesmo, o planeta.

Para se caracterizar como pandemia, não basta que se espalhe facilmente entre os humanos ou elimine um grande número de pessoas. Deve também apresentar caráter infeccioso.

Por exemplo, o câncer é uma enfermidade responsável por um elevado número de mortes mas não é considerado pandemia por não ter caráter contagioso (embora certas causas de alguns tipos de câncer possam ser).

Esses são itens estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde – OMS.

Em termos de Humanidade, temos registros de pandemias desde o ano 430 a.C., quando a febre tifoide (Peste do Egito) matou um quarto das tropas atenienses e um quarto da população da cidade, durante a guerra do Peloponeso.

No final da Primeira Guerra Mundial, a Gripe Espanhola atingiu todos os continentes. Violenta e mortal, foi descrita como o maior holocausto médico da História. Milhões de pessoas morreram.

De todas até então registradas, a provocada pelo Covid-19, é a primeira que tomou a Terra inteira. Nenhuma nação incólume, ninguém que se possa dizer totalmente imune ao coronavírus.

Solidariedade, altruísmo de toda sorte, temos registrado nesses dias de insegurança, luto e dor.

O mundo parou. As viagens programadas para essa ou aquela localidade foram frustradas. Contudo, a viagem a que todos somos convidados é para o interior de nós mesmos, analisando atitudes e retificando nosso modo de ver o mundo, de nos servirmos dos bens da Terra.

Tempo de confinamento. Tempo de reflexão, serenidade, colaboração.

Como os primitivos cristãos, que entravam cantando nos circos, para serem pasto das feras, unamo-nos, na saudação: Ave, Cristo! Os que Te reconhecemos o Senhor da Terra Te pedimos que nos fortaleças. Sê conosco!

Isso também passará!

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