Jornal Mundo Espírita

Julho de 2019 Número 1620 Ano 87
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Pacto áureo

A Vitória da Fraternidade

março/2009

O acordo celebrado entre a Federação Espírita Brasileira e as instituições representativas dos Estados, denominado PACTO ÁUREO, assinado no Rio de Janeiro, em 5 de outubro de 1949, modificaria o rumo do Movimento Espírita no Brasil, imprimindo-lhe seguras diretrizes.

Após os esforços de líderes notáveis, imbuídos do ideal espírita, deu-se a vitória da fraternidade sobre os interesses mundanos de alguns e as intenções desagregadoras de outros, prevalecendo o bom-senso de todos.

Pacientemente, elevados benfeitores, instruídos pela misericórdia do Cristo e pela dedicação de Ismael, orientaram as almas para a grandiosa sementeira dos grãos abençoados da Fé Renovadora.

Havia sido dado o passo decisivo para a monumental obra da Unificação.

No ano subsequente, 1950, em 1º de janeiro, foi instituído o Conselho Federativo Nacional, inicialmente com 11 membros, para orientar a já expressiva família espírita, sob a inspiração dos mais nobres sentimentos, impedindo-a de resvalar para o conturbado cenário da fragmentação.

A “Caravana da Fraternidade”, proposta por abnegados servidores do Senhor como: Francisco Spinelli, Carlos Jordão da Silva, Ary Casadio, Leopoldo Machado, Luiz Burgos, entre eles o nosso Arthur Lins de Vasconcellos Lopes, percorreria o Norte e o Nordeste do País, levando a alvissareira notícia dos novos tempos aos irmãos distantes.

Os esforços foram recompensados. Todas as federações passaram a integrar o Conselho Federativo Nacional.

Anos depois, na década de 60, conferências, encontros e simpósios são realizados em todo o País, estabelecendo metas e planos de ação.

Inicia-se uma intensa mobilização para expandir os princípios doutrinários, conquistando, paulatinamente, a simpatia da sociedade brasileira.

Para facilitar a integração regional, nos anos 70, são criados os Conselhos Zonais, hoje denominados Comissões Regionais,  que contribuiriam para a superação das imensas dificuldades inerentes às dimensões continentais da nossa Pátria, sem danos para a personalidade doutrinária do Espiritismo, dando celeridade às decisões do Conselho Federativo Nacional.

Com esta publicação, a FEP objetiva levar, à memória das futuras gerações, os imensos sacrifícios nas lutas travadas pelos fiéis tarefeiros do Cristo. Com indescritível lucidez e coragem moral, eles não descansaram para preservar a imponente obra da Codificação cuja finalidade maior é restaurar o Evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo, no ainda atormentado planeta em que vivemos.

 

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