Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

Outubro, doces evocações!

outubro/2008

No ano de 1804, dois fatos marcariam a história da França.

Em 18 de maio, Napoleão Bonaparte proclamou-se imperador, determinando, desrespeitosamente,  ao papa Pio VII que o coroasse em Paris, submetendo a religião dominante ao guante do seu autoritarismo. Iniciava um longo período de violência e perturbação.

Allan Kardec, o Apóstolo da Renovação, renascia em 3 de outubro. Contrapondo-se ás trevas da época, organizaria o pensamento espírita para libertar consciências e reconduzir o Cristo ao indestrutível altar do Amor Universal.

Os clarões da nova fé, após a noite milenar de ignorância e desatinos religiosos, deixam a mostra os caminhos seguros da regeneração humana.

A imarcescível luz do Espiritismo alcançava o Brasil.

O Missionário lionês ainda estava entre os homens em 1865, quando Luis Olímpio Teles de Menezes fundava em Salvador-Bahia o “Grupo Familiar do Espiritismo” em 1869, que assinalaria o retorno do Codificador às elevadas esferas da Espiritualidade, passa a circular, também na capital baiana, o jornal “Ecos d’Além-Túmulo”.

Espíritos de escol originários da Europa, cansados das lutas políticas pelo poder mentiroso e de guerras intermináveis, autorizados pelos tutores da evolução planetária, reencarnam em massa no Brasil.

Trouxeram consigo conquistas valiosas. Conceitos filosóficos de liberdade social, apoio à ciência na busca do progresso, adesão à tecnologia avançada, resistência ao dogmatismo religioso, desejo de melhor qualidade de vida, desânimo em relação às teses materialistas e a retomada da crença em Jesus produziram fervoroso entusiasmo por tempos novos alavancados pela força propulsora do Espiritismo.

Mas, a inexperiência na prática da Fé Consoladora acabou por gerar conflitos de interpretação e questionamentos relacionados à organização do Movimento Espírita.

A idéia de cisão, de formação de correntes, de quebra da unidade doutrinária eram insuportáveis aos Espíritos mais lúcidos e sensíveis que logo se mobilizaram a partir de São Paulo, com o imediato apoio do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Era a “Caravana da Fraternidade” na “Marcha para a Unificação”. Carlos Jordão, Lins de Vasconcellos, Leopoldo Machado, Francisco Spinelli, entre dezenas de outros espíritas dedicados e líderes conscientes promulgam o “Pacto Áureo” em 5 de outubro de 1949, sob a chancela da Federação Espírita Brasileira.

Era a vitória da Fé Raciocinada sobre as insidiosas e separatistas manobras dos agentes das trevas.

O nascimento de Allan Kardec e o “Pacto Áureo” são expressivos marcos para a história do Movimento em nosso amado País.

Daí a alegria espiritualizada que toma conta dos nossos agradecidos corações neste mês de outubro de doces evocações!

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