Jornal Mundo Espírita

Abril de 2020 Número 1629 Ano 88

O Terceiro Testamento

abril/2009

Chamamos de livro o conjunto de folhas impressas enfeixadas num volume, com textos em prosa ou em versos, brochura ou encadernação, de qualquer tamanho em inúmeros formatos.

Graças ao livro, não se perdeu a história da religiosidade humana. Desde os cânticos dos Vedas, há quase 4.000 anos, no Oriente; até o primeiro e Antigo Testamento, aproximadamente há 3.200 anos, no Ocidente, os grandes feitos espirituais mantêm-se na memória dos povos.

A vida e a obra do Cristo, a cerca de 2.000 anos atrás, deu-nos o segundo e Novo Testamento, que se estende das narrativas de Mateus ao Apocalipse.

Ao despedir-se do mundo pelos tormentos da crucificação, o Senhor nos prometeu um “outro Consolador, para ficar eternamente” (‘1) conosco. Foi mais além! Fixou as inquestionáveis vertentes do Consolador: “ ensinar todas as coisas”, “lembrar de tudo que vos tenho dito” (2), “convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo” (3).

A Doutrina Espírita, em seu tríplice aspecto: filosofia, ciência e religião, se enquadra perfeitamente nas afirmações do Senhor Jesus. Nada se lhe compara. Desde Allan Kardec às obras complementares de médiuns consagrados, todos os enigmas existenciais foram elucidados, os dogmas degradantes foram implodidos, na restauração a verdade; o mundo pouco a pouco, se convence da inutilidade do pecado, por conhecer a justiça de Deus pelos racionais caminhos da reencarnação. Agora, sabe-se por que o Salvador deteve a mão de Pedro, no Getsêmani, após cortar a orelha de Malco. Como está lavrado no apocalipse (4): “Se alguém matar à espada, necessário é que seja morto à espada” (5), confirmando a divina advertência do Mestre, naquela tarde sombria de sua prisão.

Portanto, em mais este abril de 2009, evoca-se, com justas razões, “O Livro dos Espíritos” que inaugurou a era da Fé Raciocinada, iniciando o Terceiro Testamento, que ficará pra sempre esparzindo luz sobre todos os corações.

Jamais nos esqueceremos quando nas noites sombrias sobre os campos inférteis da ignorância, ele, “O Livro dos Espíritos”, respondeu as angustiantes inquietações a respeito de Deus e do infinito, do espírito e da matéria, da formação dos mundos e dos seres vivos, da vida e da morte.

Revelou-nos a certeza dos mundos espirituais.

Trouxe-nos as leis morais, mostrando-as como fundamentos da evolução a que todos estamos submetidos.

Destinados que estávamos a penedia deserta, do choro e do ranger de dente, ele, o Livro – Marco, traduz a misericórdia divina na forma das esperanças e consolações.

Assim, o livro espírita faz-se hífen de claridades, indestrutível fonte de acesso aos mananciais celestes.

Quanto tantos outros semeiam zombaria e perturbação, descrença e infortúnios, o livro espírita reergue o nosso ânimo, inspira-nos confiança, conduzindo-nos aos portais gloriosos da eternidade.

Vianna de Carvalho, utilizando-se do fiel medianeiro Divaldo Pereira Franco, faz-nos emocionante afirmação: “Com ele renasce o Cristianismo, simples e puro, incorruptível e nobre, dos primeiros tempos, convocando os homens para as fontes eternas da paz e da alegria, transformando-se em roteiro insuperável dos Tempos”.

(1)     João – 14:16
(2)     João – 14:26
(3)     João – 16:08
(4)     João – 18:10
(5)     Apocalipse – 13:10
(6)     “À luz do Espiritismo”

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