Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

O que é Evangelização Espírita infanto juvenil

fevereiro/2008 - Por Departamento de infância e juventude

A denominação de Evangelização Espírita Infanto-juvenil se dá à transmissão do conhecimento espírita e da moral evangélica pregada por Jesus à criança e ao jovem. A evangelização Infanto-juvenil é tarefa primordial na atualidade, porém também o notável codificador assinalou a importância desta tarefa em seu livro Viagem Espírita em 1862, “É notável verificar que as crianças educadas nos princípios espíritas desenvolvem um raciocínio precoce que as torna infinitamente mais fáceis de governar; vimos muitas delas, de todas as idades e de ambos os sexos, nas diversas famílias espíritas em que fomos recebidos, onde pudemos constatar o fato pessoalmente. Isso não lhes tira a alegria natural, nem a jovialidade; nelas não existe essa turbulência, essa obstinação, esses caprichos que tornam tantas outras insuportáveis; pelo contrário, revelam um fundo de docilidade, de ternura e de respeito filial que as leva a obedecer sem esforço e as torna mais estudiosas.”

A tarefa da Evangelização Espírita tem como objetivos promover a integração do evangelizando, consigo mesmo, como o próximo e com Deus; proporcionar a criança e ao jovem o estudo da lei natural que rege o Universo, da natureza origem e destino dos Espíritos bem como suas relações com o mundo corporal e ainda oferecer ao evangelizando a oportunidade de perceber-se como homem integral, crítico e consciente, herdeiro de si mesmo, cidadão do Universo e agente de transformação de seu meio.

“Evangelizar é trazer Cristo de volta ao solo infantil como bênção de alta magnitude, cujo resultado ainda não se pode, realmente, aquilatar.”Divaldo Franco, Terapêutica de Emergência, cap. 4.

E é na Casa Espírita que as crianças e jovens, num programa desenvolvido ao longo do Curso de Evangelização Espírita que vai dos 3 aos 21 anos, tomam contato com a mensagem do Cristo. São nas aulas que o conhecimento espírita e a moral evangélica são levados aos alunos através de situações práticas da vida, pois a metodologia empregada pretende que o aluno reflita e tire conclusões.

É imperioso que se reconheça na evangelização das almas tarefa da mais alta expressão na atualidade da Doutrina Espírita. Bem acima das nobilitantes realizações da assistência social, sua ação preventiva evitará derrocadas no erro, novos desastres morais, responsáveis por maiores provações e sofrimentos adiante, nos panoramas de dor e lágrimas que compungem a sociedade, perseguindo os emolumentos da assistência ou do serviço social, públicos e privados. (Guillon Ribeiro)

 

Presente de Deus

 

Naquela tarde de sábado, o sol escondeu-se e as nuvens tomaram conta do céu. A chuva caía e o vento balançava as árvores de um lado para outro.

Dona Esmeralda estava sentada no sofá da sala com seus três filhos: Emília, Luciana e Rafael. Falava da importância da vida.

Rafael, o mais velho, perguntou:

 Mamãe, o que é a morte?

A morte acontece quando nossa alma precisa deixar o corpo para habitar outro lugar que Deus preparou para ela.

 Como a alma deixa o corpo, mamãe? Perguntou Emília.

Vocês lembram do sabiá, que estava preso na gaiola, ontem à tarde e que fugiu rápido, quando encontrou a porta aberta? Assim é a alma saindo da gaiolinha, que é o corpo.

Então, só morre o corpo? Perguntou Luciana, que brincava com um ursinho.

Isso mesmo, filhinha, somente o corpo se destrói. A alma continua a sua caminhada.

Rafael ainda tinha perguntas para fazer.

A morte é igual para todas as pessoas, mamãe?

Sabe, filho, depende de cada um, de cada pessoa. Quem só pensa nas coisas materiais, é muito agarrado às coisas da Terra tem maiores dificuldades. Quem sabe dar o justo valor a cada coisa e pensa em si mesmo como um Espírito imortal que é, enfrenta a morte com mais tranquilidade.

E, para exemplificar, Dona Esmeralda contou para os filhos algumas passagens da vida de Chico Xavier, sua dedicação em fazer o bem a todos que o buscavam, o carinho que tinha com os animais e como foi tranquila a sua desencarnação.

E depois de toda aquela explicação, mãe e crianças foram para a cozinha estourar pipocas, e se deliciaram comendo-as, enquanto olhavam a chuva molhando as flores do lindo jardim.

Elza Pereira Dalla Costa

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