Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

O pedido de Jesus

dezembro/2016

Apresentaram-lhe então algumas crianças, a fim de que Ele as tocasse, e, como seus discípulos afastassem com palavras ásperas os que lhas apresentavam, Jesus, vendo isso zangou-se e lhes disse: “Deixai que venham a mim as criancinhas e não as impeçais, porquanto o Reino dos Céus é para os que se lhes assemelham. Digo-vos, em verdade, que aquele que não receber o Reino de Deus como uma criança, nele não entrará.” – E, depois de as abraçar, abençoou-as, impondo-lhes as mãos. (Marcos, 10:13-16)

Os pequeninos estão em toda parte. Nos bancos escolares, nos bancos das ruas… No assento traseiro dos carros automotivos, no interior dos carrinhos cheios de papelão… Divertindo-se nas piscinas de água límpida dos clubes ou nos chafarizes das praças… Correndo pelos jardins bem cuidados de condomínios residenciais ou pelas ruas empoeiradas dos bairros mais distantes… Jogando bola nas quadras poliesportivas ou no campinho enlameado da esquina de casa… Estão por toda parte.

E não importa onde estejam. A cada novo dia, em cada brincadeira, em cada sorriso, em cada choro, em cada manha, mesmo sem saber consciente, elas esperam por Ele, da mesma forma que Ele aguarda ansioso que elas cheguem aos Seus braços amorosos, no apelo que ecoa através dos tempos: Deixai vir a mim as criancinhas…

Revestidas do aspecto de inocência característico do período infantil, do Espírito reencarnado em processo de adaptação à nova existência, são filhas do mesmo Pai de infinito amor e bondade, regidas pelas mesmas leis universais de sabedoria e justiça e cuidadas pelo mesmo Irmão Maior, vivenciando cada uma as experiências de que necessitam no seu processo evolutivo para a conquista das virtudes que lhes trará a felicidade a que está destinado todo Espírito criado por Deus.

Hoje, esses pequeninos estão sob nossos cuidados: nas nossas casas, nas nossas escolas, nos nossos centros espíritas, nas nossas praças, nas nossas ruas. E o Divino Amigo mantém vivo o pedido para que deixemo-los chegar até Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele  veio para que tenhamos todos vida em abundância.

Sendo assim, Jesus aguarda e necessita de nosso esforço para a construção das estradas e pontes que possam levar esses irmãos nossos até Ele. Esforços que requerem que agucemos nossos sentidos na busca do olhar carinhoso, do ouvido atento, da fala mansa e segura, buscando perceber as necessidades de cada criança para promovermos as ações necessárias para que firmem os seus passos na direção do Mestre, a fim de percorrerem o caminho com segurança e coragem.

Dessa forma, não privemos as nossas crianças da alegria da brincadeira, do sorriso inocente, do aprendizado intelectual, do presente da nossa companhia e, principalmente, da segurança do nosso bom exemplo, no esforço constante que empreendemos para nos tornarmos pessoas melhores a cada novo dia, possibilitando referências positivas para o seu aprendizado e desenvolvimento moral.

Onde quer que estejam os pequeninos e onde quer que cruzemos os seus caminhos, sejamos o raio de luz a lhes iluminar a caminhada, conforme aguarda o Sublime Amigo daqueles que já O conhecem e seguem Seus passos.

Nesta época natalina, estejamos seguros de que o melhor presente que podemos oferecer às nossas crianças, aos nossos jovens e à nossa família em geral, é Jesus. Levar Jesus aos seus corações, tornar as Suas lições inesquecíveis vivas dentro do nosso lar, enfeitar as nossas casas com as luzes do amor, do respeito e da compreensão.

Também lhes oferecer o banquete dos bons exemplos, da caridade que divide o pão, que divide o tempo, que divide a atenção com todos aqueles que necessitam, cumprindo o mandamento maior deixado por Ele do amor ao próximo como forma de amar verdadeiramente a Deus.

Ele aguarda que nós, Seus trabalhadores, envidemos todos os esforços na construção dessa iluminada estrada que leva ao Pai e, com as nossas crianças, mais uma vez sigamos Seu exemplo diariamente, abraçando-as e abençoando-as!

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