Jornal Mundo Espírita

Janeiro de 2019 Número 1614 Ano 86

O Natal de Jesus

dezembro/2018

Muito provavelmente, conforme afirmam estudiosos, Jesus não tenha nascido no dia 25 de dezembro. Difícil precisar a data. Alguns dizem teria sido em abril, outros, em setembro. Não obstante a boa vontade em descobrir o dia, ou, ao menos o mês do nascimento do Cristo na Terra, o mais importante é a certeza de que Ele aqui esteve, entre nós, para, pessoalmente, revelar as luzes do pensamento divino a toda a Humanidade.

Viveu e amou como ninguém mais o fez até os dias atuais. Amou as crianças, os idosos, os sãos e os doentes, os pobres e os ricos, os amigos e os inimigos. Veio pregar com Sua vida a mais excelsa lição de amor e compaixão por todas as criaturas.

De menor importância se a festa que deu origem às comemorações do Natal foi, inicialmente, uma festa pagã, de adoração a outros deuses. Essencial é a festa que se deu no coração dos homens, desde então, com a passagem do Messias pelo planeta terrestre. Festa de esperanças e consolações pelo anúncio do Reino de Deus que estaria dentro de cada um de nós, que a ninguém deserdaria, bastando a própria vontade para encontrá-lo e conquistá-lo. Festa de alegria por revelar-nos um Deus Pai, de amor, de bondade e de justiça.

Se a tradicional troca de presentes efetuada nessa festividade possa nos parecer mais de interesses comerciais do que deveria, importante é refletir acerca do grande presente que foi receber o próprio Governador do orbe terrestre encarnado entre os homens. Habitando corpo físico qual o nosso e demonstrando que é possível viver a verdadeira vida, de amor, de perdão, de respeito, aqui mesmo na Terra.

Maior que a árvore natalina com a qual enfeitamos as nossas casas, é a bendita árvore do Evangelho do Cristo, que abriga, que ampara, que alimenta a alma de todos aqueles que o cultivam com amor e carinho. Árvore frondosa, de firmes e profundas raízes, ancoradas nas Leis Divinas e que aponta para os cimos celestes. Árvore de galhos fortes e largos que possibilitam descanso e refazimento sob sua bendita sombra, e de puras sementes que garantem os mais belos frutos jamais colhidos pelo homem.

Mais bela e luminosa que quaisquer luzes que decorem as fachadas das residências,  nessa época do ano, é o farol radiante personificado nAquele que se revelou como a luz do mundo. Aquela luz que não se apagará jamais, que permanecerá iluminando caminhos e corações, despertando consciências, dissipando a escuridão onde quer que faça presença.

Natal. Nascimento. Nosso Natal, o nascimento de Jesus em nossos corações.

Neste Natal, mais uma oportunidade de fortalecer laços de amor, de fraternidade e de respeito.De buscar amar como Ele nos amou. Aos familiares, aos amigos e aos inimigos. Aos mais próximos e aos mais distantes. Em especial aos mais necessitados do pão do corpo, mas principalmente do pão da alma; levando até eles um pouco do alimento divino que Jesus nos ofereceu.

Hora de distribuir os mais belos presentes que podemos dar e que não exigem nenhum recurso financeiro, senão o esforço e a vontade de dar um pouco mais de nós mesmos. Hora de abraçar, de olhar com carinho, de reparar equívocos, de pedir perdão, de distribuir sorrisos, de apertar mãos, de dar aquilo que de melhor tivermos em nossoíntimo e de receber com gratidão verdadeira tudo aquilo que tiver a nos oferecer o nosso próximo.

É tempo de armar a nossa árvore de amor e acolher em nossos braços todos os necessitados de atenção, de carinho, de compreensão e de amparo, repartindo com eles os frutos que já colhemos em nossa caminhada.

Que brilhe a nossa luz interior, assim como deseja o Mestre Nazareno. Que brilhe e ilumine caminhos onde haja a escuridão da ignorância, onde haja trevas do ódio, do desamor, da desarmonia.

Lembrando que nossas vidas, através de nossas ações, poderão ser fachos de luz para tantos outros que nos cercam, pautemos nossa existência no esforço em viver como Aquele que veio ao mundo para ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Certos de que ainda não conseguiremos alcançar a magnanimidade dos Seus atos, mas convictos de que o nosso esforço em sermos um pouco melhores a cada dia, fará diferença para nós mesmos e também para aqueles que nos cercam.

Façamos do nosso Natal um momento especial para festejar a beleza da vida, os encantos da natureza, a riqueza das relações, a bênção do trabalho e de todos os dons concedidos por Deus para a construção da nossa felicidade.

Comemoremos, verdadeiramente, o Natal de Jesus!

Assine a versão impressa
Leia também