Jornal Mundo Espírita

Abril de 2021 Número 1641 Ano 89

O homem e a mulher

maio/2007

Neste mês de maio, quando as homenagens se voltam, com muita justiça, às mulheres, às mães, nós do Mundo Espírita fomos buscar uma pérola da literatura mundial, de autoria de Victor Hugo, para brindar o leitor, como forma de nos integrarmos nessas homenagens, em nome do Espiritismo, Doutrina que dá à mulher e ao homem consideração de plena igualdade, com direitos iguais e funções diferentes, mas sempre no mais destacado lugar no mundo:

O HOMEM E A MULHER

O homem é a mais elevada das criaturas.

A mulher é o mais sublime dos ideais.

Deus fez para o homem um trono; para a mulher um altar.

O trono exalta; o altar santifica.

O homem é o cérebro; a mulher o coração.

A luz fecunda; o amor ressuscita.

O homem é o gênio; a mulher, anjo.

O gênio é imensurável; o anjo, indefinível.

A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher, a virtude extrema.

A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.

O homem tem a supremacia; a mulher, a preferência.

A supremacia representa a força; a preferência representa o direito.

O homem é forte pela razão; a mulher é invencível pela lágrima.

A razão convence; a lágrima comove.

O homem é capaz de todos os heroísmos; a mulher, de todos os martírios.

O heroísmo enobrece; o martírio sublima.

O homem é o código; a mulher, o evangelho.

O código corrige; o evangelho aperfeiçoa.

O homem é um templo; a mulher, um sacrário.

Ante o  templo, nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamo-nos.

O homem pensa; a mulher sonha.

Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma auréola.

O homem é um oceano; a mulher um lago.

O oceano tem a pérola que o embeleza; o lago tem a poesia que o deslumbra.

O homem é a águia que voa; a mulher, o rouxinol que canta.

Voar é dominar o espaço; cantar é conquistar a alma.

O homem tem um fanal: a consciência; a mulher tem uma estrela : a esperança.

O fanal guia, a esperança salva.

Enfim, o homem está colocado onde termina a terra; a mulher, onde começa o céu!… 1

 

1 Poesia de Victor Hugo, Antologia do Pensamento Mundial, ed. Logos, 1964. v. 5.

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