Jornal Mundo Espírita

Dezembro de 2019 Número 1625 Ano 87
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O fenômeno Divaldo Franco – A brilhante trajetória de um vencedor

julho/2013

O autor, Miguel de Jesus Sardano, conheceu Divaldo Pereira Franco, há quarenta e oito anos.

Articulista de vários jornais e também autor do livro Nas pegadas do Nazareno, confessa que imensa é sua gratidão a Deus e à vida por ter o privilégio de acompanhar a trajetória vitoriosa de Divaldo, ao longo dessas quase cinco décadas.

Nesse período, Miguel gravou entrevistas, palestras, seminários e até as respostas a pessoas que, habitualmente, nos eventos, chegam a Divaldo e lhe dirigem indagações, dele recebendo elucidações preciosas. Também guardou com zelo, publicações diversas, com o intuito de, em momento oportuno, converter em livro, o que ora concretiza.

Tal preocupação, diz Sardano, se deu considerando que as palestras são verdadeiras “joias”, que precisam ser imortalizadas em livros, pois os CDs e DVDs poderão se apagar com o tempo.

Assim foi feito com as palestras de Vinícius (Pedro de Camargo), proferidas na Federação Espírita do Estado de São Paulo, no fim dos anos quarenta e nos anos cinquenta.

Lembra do quanto se perdeu não se gravando ou escrevendo as palestras de Herculano Pires, as múltiplas orientações de Chico Xavier a dirigentes de instituições espíritas e companheiros…

O fenômeno Divaldo Franco – a brilhante trajetória de um vencedor, publicado em 2012, pela EBM – Editora, apresenta respingos das atividades e lutas abençoadas de Divaldo, uma bandeira que honra e dignifica  o Movimento Espírita no Brasil e no mundo,.

Um homem cuja voz se projetou, pela primeira vez, em março de 1947, em Aracaju, Sergipe, para falar de Jesus e da mensagem espírita. Um homem que visitou mais de duas mil cidades, em sessenta e cinco países, nos cinco continentes, com duzentas e vinte obras publicadas e dez milhões de exemplares vendidos no mundo, que recebeu centenas de condecorações, medalhas, diplomas de Honra ao Mérito, Embaixador da Paz…

Nas suas pouco mais de trezentas páginas, desfila um Divaldo que muitos desconhecemos. Um homem de energia invulgar, que não se detém ante as críticas maldosas, nem se permite abater pelas calúnias que tentam lhe denegrir a trajetória de bênçãos.

São conferências e entrevistas, depoimentos, homenagens e reportagens, mensagens mediúnicas, com destaques para alguns exemplos de psicografias especulares, como a recebida em Nova York, do Espírito Joanna de Ângelis, na data de 18 de abril de 1984 e a recepcionada durante programa televisivo, em Uberaba, diante das câmeras da TV Uberaba, na noite de 11de novembro de 1980.

Algumas conferências transcritas trazem informações inéditas, qual a proferida em Tupã, São Paulo e que enfoca a excelsa mãe de Jesus, Maria de Nazaré, onde se lê a respeito dos tantos passos de Maria e do Apóstolo João, na noite da prisão de Jesus, em Jerusalém, além do diálogo estabelecido, ao pé da cruz, entre Maria e Tamar, a mãe de Dimas, um dos ladrões crucificados ao lado do Mestre.

Não menos extraordinário o resumo da palestra que enfoca Natanael Ben Elias, aquele homem que enfrentava uma paralisia há vinte e cinco anos e cujos amigos o descem pelo telhado, em casa de Simão Pedro, a fim de que possa receber a cura de Jesus. O diálogo noturno, entre Jesus e Simão Pedro, a respeito dessa cura, não somente emociona quanto esclarece, a respeito da responsabilidade de quem desfruta da bênção da saúde.

Em Suplemento literário, o autor reproduz matéria do Jornal Mundo Espírita,  publicada em outubro de 2007, na qual a Federação Espírita do Paraná presta seu Tributo de gratidão a Divaldo e a Chico Xavier, manifestando-se a propósito de calúnias e maledicências que circulavam, envolvendo os dois extraordinários médiuns e trabalhadores do bem.

Cerca de cinquenta fotos mostram Divaldo em variados momentos de seu trabalho de bênçãos, pelo mundo. Alguns fac-símiles de mensagens recebidas pelas mãos de Chico Xavier, dirigidas ao médium Divaldo, demonstram a amizade que unia esses dois corações.

Uma das mensagens, assinada pelo Espírito Bezerra de Menezes, serviu de prefácio ao livro …E o amor continua, escrito em parceria Chico/Divaldo, publicado pela editora LEAL.

Alguns episódios interessantes são também enfocados, como o retorno de Divaldo à União Espírita Mineira, depois de quarenta e três anos, num encontro memorável em 2010.

O livro apresenta também o conhecido Poema da Gratidão, com o qual Divaldo habitualmente encerra suas conferências e o poema Eu queria ser, ambos de autoria do Espírito Amélia Rodrigues.

Encerra o livro uma Homenagem a Nilson de Souza Pereira que, há mais de sessenta anos é o braço direito e amigo fiel de Divaldo.

Divaldo é um triunfador, um idealista, um fenômeno de público, em se tratando de conferências. A receita para isso é apresentada nesta obra: estar de bem consigo mesmo, amar-se, autoestimar-se e crer no Amor e vivê-lo intensamente.

Não percamos a oportunidade de acompanhar trechos dessa caminhada de luz, adentrando-nos pelas páginas deste livro, ouvindo esse homem que afirma;

Eu tenho aprendido com os Bons Espíritos que aquele que faz o que pode, faz tudo. Dentro dos nossos limites, assevera o ínclito codificador, a intenção é de amar e de servir, até quanto a noite da desencarnação opera o dia ridente da imortalidade em triunfos.

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