Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita – uma retrospectiva

junho/2013 - Por Coordenação do Setor de Estudo da Doutrina Espírita

Pelos anos oitenta, eram poucos os Centros Espíritas no Paraná que mantinham regular estudo da Doutrina Espírita, de modo continuado, com turmas formadas especialmente para isso.

Nessa época, a USE – União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo e a Federação Espírita do Rio Grande do Sul mantinham campanha em seus Estados, objetivando a implantação de grupos de estudos nas Instituições Espíritas.

Foi quando começou a ser pensado esse trabalho por parte da Federação Espírita do Paraná – FEP, sob a presidência de Napoleão Araujo.

A primeira fase se constituiu na estruturação de uma biblioteca básica, a Codificação Espírita, para que todos os Centros Espíritas tivessem, no mínimo, esses livros, para consultas e empréstimos.

A FEP a distribuiu graciosamente a cada Centro Espírita, ao tempo em que também incentivava a criação das livrarias e das feiras de livros.

Em fase posterior, a convite da FEP, Raul Teixeira visitou as diversas regiões do Estado, aplicando seminário que visava ensinar a elaboração de programas de estudos, desde a definição de temários (conforme a faixa etária), até a pesquisa bibliográfica e o preparo, depois, das aulas.

Com isso, os Centros Espíritas poderiam contar com pessoas melhor preparadas para pensar e aplicar programas de estudos e, principalmente, começarem a estruturar essa atividade nas Casas Espíritas.

Ato contínuo, a FEP elaborou alguns programas de estudos simplificados, para aplicação, como, por exemplo, sobre os passes.

De modo marcante, estimulava a divulgação do livro espírita e da importância de se estudar Espiritismo, continuadamente.

Depois, elaborou programas de estudos mais completos, facilitando, ainda mais, sua aplicação, pois eram estruturados com o temário, o conteúdo programático, uma síntese de cada aula e a bibliografia.

Os primeiros programas foram destinados à infância e à juventude, pois também nesse período, reorganizavam-se tais atividades no Movimento Espírita do Paraná, notadamente quanto à juventude, pois, de modo geral, o trabalho com o jovem estava quase abandonado.

Surgiram, então, os programas destinados ao público em geral, denominados: Roteiros.

Todos os materiais foram pensados e desenvolvidos por grupos de colaboradores voluntários.

O grau de dificuldade, comparado com a nossa atual era do computador, era grande.

Era preciso desenhar os formulários-matriz do programa de estudos. Fontes especiais somente se utilizando de Decadry, que era um decalque que se colava letra a letra, ou número a número. O mais, em datilografia.

Imagens para ilustração eram coladas ou desenhadas.

Tudo depois era xerocopiado e formavam-se as apostilas.

Também foram desenvolvidos materiais didáticos avulsos, abrangendo infância, juventude e público em geral. Desenhos, gravuras, lâminas de transparência (eram os primeiros recursos), slides, cartazes etc., que pudessem servir de apoio ao evangelizador, ao coordenador de grupo de estudos e ao expositor.

Mais tarde (começando a era moderna da multimídia, se usava computador, e, com apresentações em power point, servia-se de aparelhos de televisão para transmitir as imagens, agora também com som.

Mesmo assim, só era plausível de uso para rápidas apresentações. O mais era no flip chart, quadro de giz ou com projetores de transparência ou de slides.

Só bem mais recentemente, é que se difundiu o uso dos chamados projetores de multimídia.

O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita é realidade, hoje, na quase totalidade dos Centros Espíritas do Estado, revertendo em crescimento qualitativo e quantitativo.

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