Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87

O crime de lesa-Deus: A degradação das crenças

agosto/2011

Aumenta, assustadoramente, em todo o mundo, o número de pessoas e instituições que combatem todas as formas de religião, crença, mito, esoterismo e outros movimentos que tentam mostrar a existência de Deus e da imortalidade da alma.

Na Índia, cresce a adesão aos chamados racionais, que percorrem seu vasto território para mostrar a farsa de curandeiros, feiticeiros, médiuns, paranormais e líderes que se valem da ignorância popular para enriquecerem ilicitamente no meio de tanta miséria social, onde grassam a fome, as doenças, o analfabetismo, o desemprego, a orfandade, a viuvez, a velhice abandonada…

A revista Galileu publicou, há algum tempo, excelente matéria intitulada “CÉTICOS, OS INQUISIDORES DA RAZÃO”, abordando com seriedade o tema.

Mistificadores, médiuns perturbados, líderes ambiciosos, religiosos exibicionistas, obviamente sob a orientação de Espíritos perversos, as chamadas falanges do anticristo, como concebeu o evangelista João em sua primeira epístola, vão desferindo golpes em todas as nações do planeta naquilo que sempre foi sagrado para os povos: a fé.

A salvação é negociada em moeda corrente; cultos se transformam em peças teatrais; falsos missionários arrebanham multidões incautas; roupagens extravagantes recuperam as grosseiras fantasias da Roma antiga; maus exemplos são denunciados frequentemente pela mídia; a pedofilia grassa; crenças disputam adeptos como se fossem supermercados; gastos exorbitantes são feitos em publicidade…

Como bem diz a revista, “a palavra deles, os céticos, é desmascarar. A ciência e a razão são as principais armas a serem usadas nesse combate”.

Nesse movimento estão envolvidos ganhadores do prêmio Nobel, como o norte-americano Steven Weinberg, médicos respeitados, jornalistas, internautas, entre outros.

O milionário James Randi criou a FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JAMES RANDI, instalada na Flórida, EUA, que se destina a denunciar toda espécie de abuso na área dos fenômenos paranormais e da especulação religiosa.

No século XVI, homens notáveis como Thomas Moore, Michel de Montaigne e Erasmo de Rotterdam já se dedicavam a essas atividades, como forma de combater os excessos e o arbítrio das religiões.

Nesse cenário, o Espiritismo se destaca por ter por base o Evangelho na sua mais integral pureza e a razão como postulado obrigatório.

Nossa expectativa é a de que os religiosos de todas as correntes do pensamento cristão despertem e se façam dignos do amor do Cristo.

Quando Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns, capítulo III, classificou os espíritas em “experimentadores”, “imperfeitos” e “espíritas cristãos” ou “verdadeiros espíritas”, deixou bem claro os riscos a que estamos expostos quando não seguimos a sábia e inafastável determinação do Espírito de Verdade de nos amarmos e nos instruirmos.

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