Jornal Mundo Espírita

Agosto de 2019 Número 1621 Ano 87
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O Consolador

outubro/2008

Editada em 1940, nasceu da feliz ideia de espíritas mineiros, frequentadores do Grupo Espírita “Luis Gonzaga”, de Pedro Leopoldo, na reunião de 31 de outubro de 1939. O Grupo foi

a primeira instituição das atividades mediúnicas do respeitável psicografo, que nasceu na mencionada cidade, em 1910.

A obra está estruturada no estilo de “O Livro dos Espíritos”, com perguntas e respostas, facilitando o entendimento de questões complexas. Divide-se em três partes: Ciência, Filosofia e Religião, que o autor classifica de “triângulo de forças espirituais” na feição consoladora do Espiritismo.

Emmanuel, na abordagem da primeira parte, deixa claro que a ciência só é útil quando contribui para “a iluminação dos sentimentos, na sagrada melhoria das características morais do homem.”

Com impressionante clareza, define quais seriam os verdadeiros objetivos das pesquisas, descobertas e invenções, com no caso da Biologia em que “seus enigmas profundos soa os mais nobres apelos à realidade espiritual e ao exame das fontes divinas da existência.”

Ao tratar da Química, faz surpreendente revelação ao declarar que no começo da organização planetária, após o desprendimento da Terra da nebulosa solar, os Espíritos sob a orientação do Cristo “encontraram, no protoplasma, o ponto de início para a sua atividade realizadora, tomando-o como base essencial de todas as células vivas dos organismos terrestres.”

Na questão 30, confirma a existência de órgãos no corpo perispiritual. Na imediata, 31, mostra-nos que a reencarnação, “nas primeiras manifestações de vida no embrião humano” apresenta aspectos bem diferentes, de acordo com os graus de evolução dos reencarnantes.

Analisa também a Física, a Psicologia, Sociologia e as ciências abstratas, especializadas, combinadas e aplicadas.

Na segunda parte, sobre a Filosofia, traz-nos textos atraentes a respeito da vida, dos sentimentos, da cultura, da iluminação e da evolução.

Na terceira e última parte – Religião – faz preciosa avaliação sobre o “Velho Testamento”, as Leis e os Profetas. Mostra a grandiosa “missão universalista de Jesus Cristo”, seus sacrifícios, suas dores e suas parábolas.

Aprofunda os ensinamentos trazidos por nosso amado Mestre, dando-nos preciosas explicações sobre passagens ainda não definitivamente compreendidas como “sois deuses”, “trazer paz à Terra”, “transfiguração”, “ressurreição de Lázaro”, “eucaristia”, “negação de Pedro”…

Suas apreciações sobre a “união”, “perdão”, ”fraternidade”, como variações do “amor”, são comoventes e altamente esclarecedoras.

Nos itens IV e V, “Espiritismo” e “Mediunidade”, seus comentários são indispensáveis à nossa formação doutrinária. Exalta a grandiosa “missão do Espiritismo”, destacando a importância inafastavel da fé raciocinada. Adverte “os estudiosos que não desejam a evangelização íntima” e responde às “queixas dos que procuram o Espiritismo sem intenção séria.”

Oportunamente, desenvolve temas sobre a mediunidade mostrando a “necessidade do sentimento para execução da tarefa mediúnica”. Surpreende, quando trata da retirada da mediunidade, por causa do seu mau uso, e condena a prática da mediunidade como “fonte de renda material”.

Ao tratar da mediunidade como “apostolado”, nos faz vibrar positivamente, valorizando nossa Fé, mostrando que toda vitória nesse campo “é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus Cristo” no trabalho e no sacrifício do coração.

Autor espiritual: Emmanuel
Médium: Chico Xavier
Editora: Federação Espírita Brasileira

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