Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87

O Centro Espírita e o jovem

março/2008

O Centro Espírita é célula que oportuniza ao homem o estudo do espiritismo e assume ainda a responsabilidade de ser educandário básico tendo como missão promover a educação do homem para um futuro melhor. Essa missão estende-se para todas as idades, desde a criança até o adulto, passando pelo jovem, já que esclarece e instrui a respeito da vida, da morte, do por quê do sofrimento, e das responsabilidades de cada um perante a vida.

Por isso é de grande importância que as direções dos Centros Espíritas não se descuidem da nobre tarefa da evangelização e da orientação à mocidade. Faz-se mister que os colaboradores à frente desta tarefa, de levar a mensagem espírita, estejam bastante preparados e com o constante refinamento que a tarefa requer. Companheiros conhecedores da psicologia básica da idade juvenil e das propostas fundamentais da Doutrina Espírita para esta idade.

A Juventude Espírita precisa de boa liderança, coordenador com lucidez e tranquilidade da alma, aquele que dá a direção segura e atenciosa ao trabalho que se realiza.

Pessoa habilidosa, amigo do jovem, capaz de conquistar-lhe o coração e levar-lhe ao enamoramento com a Doutrina. É aquele que tem o Espiritismo na alma e fala dele sem fugir das propostas doutrinárias, ao mesmo tempo em que acompanha o progresso do mundo com profunda responsabilidade. Leva os moços a pensar que estão jovens apenas na indumentária carnal, mas que tem a bagagem milenar de experiências espirituais. Enfim, prepara o jovem para viver no mundo, sem ser do mundo.

A reunião de mocidade espírita é momento sagrado de estudo, onde se fará conhecer a vida, esclarecendo àqueles que carregam para o Centro Espírita as coisas do mundo, suas dificuldades e dúvidas.

Priorizar, portanto, assuntos pertinentes aos jovens, esclarecendo-os à luz do Espiritismo sobre sexualidade, namoro, conflitos familiares, religião, profissão, tornando os momentos de estudos um verdadeiro ambiente de camaradagem, equilíbrio e instrução.

Deve ser a Doutrina Espírita o chamariz, deixando de lado aquilo que será atrativo de momento, grupos de teatro e danças, jogos de futebol, vôlei, ping-pong, gincanas competitivas ao extremo – excelentes atividades que fazem parte do social do grupo, mas que não é a Mocidade Espírita. O atrativo para o jovem é ter no grupo de estudo da Doutrina Espírita o que ele não tem em lugar nenhum, a explicação de seus porquês, ensinando-lhe o conceito de uma vida diferente, exemplificada pelo Mestre Jesus.

Cabe ainda ao Centro Espírita integrar o jovem em seu quadro de trabalhadores, ensejando-o às atividades como campanhas de arrecadação, biblioteca, distribuição da água fluidificada, recepção, como tarefas primeiras aos mais jovens. E aos mais maduros que demonstrem responsabilidade e interesse, a exposição doutrinária, a evangelização dos pequenos, cargos de 2º secretário, 2º tesoureiro, para assim aprender e vivenciar a dinâmica do núcleo espírita, preparando-se para a sua condução num futuro muito próximo. E, ainda, a participação nas reuniões mediúnicas, que oferece oportunidade ímpar ao jovem aprender a mediunidade com equilíbrio, responsabilidade e tranquilidade que o fenômeno merece e requer.

Preparar o jovem para a vida, para o trabalho espírita, é tarefa que não se deve esquecer, e lembremos sempre, conforme nos alerta Guillon Ribeiro “de que a criança e o jovem evangelizados agora, serão indubitavelmente aqueles cidadãos do mundo, conscientes e alertados, conduzidos para construir, por seus esforços próprios os verdadeiros caminhos da felicidade na Terra.”.

Para saber mais:
O Jovem na Casa Espírita, Seminário com Raul Teixeira, disponível em CD.

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