Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
Momento Espírita Envie para um amigo Imprimir

O celeste estrategista

fevereiro/2015

Planejamento estratégico é um conceito comum, no âmbito da administração, que significa o ato de pensar e fazer planos de uma maneira estratégica.

Auxilia na definição de objetivos. Significa também utilizar os recursos disponíveis, de forma eficiente, aumentando a produtividade de um indivíduo ou empresa.

Planejamento de recursos humanos. Planejamento financeiro. Tudo se reveste de grande importância para que qualquer empreendimento alcance o êxito almejado.

Por essa razão, ao definir sua vinda à Terra, o Mestre Jesus elaborou um planejamento, que incluiu milênios, mensageiros  de variada ordem e servidores mais próximos.

Estabelecendo que viria para o Seu rebanho, acalentou a esperança de milhares de Espíritos exilados de um sistema solar distante, que aportaram no planeta azul, quando ainda em sua fase de mundo primitivo.

Alimentando-lhes as mentes, contou com as suas lembranças para ser anunciado em todos os quadrantes, ao longo das eras.

E, a fim de que os caminhos fossem preparados de forma adequada para a Sua chegada, foi enviando mensageiros de Sua confiança, como batedores valorosos, através dos tempos.

Reconhecemos Seus porta-vozes em todos os cantos da Terra.

Fo-Hi, na China, revela ensinamentos de grande pureza e da mais avançada metafísica. Lao-Tsé traz lições cheias de perfume de requintada sabedoria moral.

E Confúcio, seis séculos antes do nascimento de Jesus, influencia com sua doutrina não somente a China, mas toda a Ásia Oriental.

Como precursores da ideia cristã, na Grécia despontam Sócrates e Platão.

E, ao se aproximar o tempo de nascer entre os homens, o Senhor Jesus escolhe os doze, os pilares para a devida propagação da Sua mensagem.

Não esqueceu de escolher um bem letrado homem, Levi, para que procedesse às primeiras e preciosas anotações.

Não faltou o encarregado dos valores do mundo, Judas, de Kerioth. Com certeza, alguém que se ofereceu para servir ao grande plano e que Jesus, atendendo ao livre-arbítrio da criatura, incluiu entre os doze.

Também escolheu os setenta e dois, aqueles encarregados de irem pelas aldeias, dois a dois, anunciando a chegada do Messias.

Pessoas de muitas cidades. Criaturas que Ele posicionou, na Terra, de forma estratégica, em determinadas localidades.

Por isso, identificou Zaqueu, em Jericó, que viria a dirigir os trabalhos apostólicos em Cesareia.

Da mesma forma vai a Sicar, na Samaria, lembrar a Fotina, a mulher do poço de Jacó, de sua missão. Ela se transforma na Iluminadora, servindo à Boa Nova.

Jesus, Modelo e Guia. Estrategista hábil, preciso. Delineou um plano e o executou, passo a passo, com todos os detalhes.

Os que não temos olhos de ver, não lhe percebemos a excelsa diligência em cada ação.

Mas somente um bem executado planejamento permitiria que uma vida messiânica tão curta lançasse sementes que prosseguem a frutificar, transposto o segundo milênio de Sua estada entre nós.

Pensemos nisso.

Redação do Momento Espírita.

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