Jornal Mundo Espírita

Julho de 2019 Número 1620 Ano 87

Noite de natal

dezembro/2012

O arbitrário predomínio da força comandava os destinos humanos.

O mundo conhecido vivia sob as labaredas das guerras inclementes.

As nações passavam de umas para outras mãos perversas, que dizimavam os seus povos em incessantes espetáculos de sangue.

A prevalência da hediondez respondia pela cultura, que sofria a contínua perseguição da selvageria que os homens se permitiam.

As civilizações tombavam, umas após outras, sob os colossos vergonhosos das legiões humanas sanguissedentas.

E a Terra era um caos, mesmo nos seus dias de maior esplendor.

Os escravos misturavam-se aos animais de serviço, e a dignidade não conseguia erguer-se acima das conjunturas servis da baixeza moral predominante.

Os poetas e cantores, os artistas e sábios padeciam as injunções desditosas dos dominadores de um dia…

Foi nessa paisagem moral que nasceu Jesus.

O Seu berço assinalou a noite com uma estrela luminífera e o Seu reinado teve início entre cânticos de anjos, vozes de animais e música de pastores.

Ele assinalou, no entanto, o momento culminante da humanidade, inaugurando a Era do amor e iniciando uma cultura de bênçãos, que somente o futuro conseguirá concretizar.

*

De certo modo, ainda hoje o mundo parece encontrar-se em situação semelhante àquela de quando Ele chegou.

A guerra, a vileza, a felonia, a violência, a hediondez e a vulgaridade tomam as ruas do mundo e desgovernam as consciências humanas sob ameaças terríveis. Todavia, no silêncio que se faz, no intervalo das beligerâncias e das dores superlativas, pode-se ouvir-Lhe a voz asserenando os corações e esclarecendo as mentes em cânticos de libertação e de paz.

                 *

Abre-te a Jesus neste Natal!

Ouve-Lhe a palavra e deixa-te penetrar por Ele.

Alija-te da corrida enlouquecida que vence os homens e une-te àqueles que O conhecem e O seguem, alargando os horizontes de beleza do mundo.

Contribui com o teu grão de mostarda e fecunda a terra árida em tua volta, a fim de que ela reverdeça e produza.

…E na noite evocativa daquela outra noite em que Ele nasceu, permite-Lhe dominar o teu universo interior, plenificando-te e convidando-te ao labor da construção da Terra de ventura que Ele iniciou, quando veio ter conosco…

Joanna de Ângelis
(Bênçãos do Natal, Divaldo Franco, Ed. LEAL, cap. 08)

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