Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
Notícias das URES Envie para um amigo Imprimir

Movimento Espírita do Paraná

Comunhão Espírita Cristã de Curitiba

fevereiro/2008

– 45 ANOS DE LUTAS E CONQUISTAS –

Tudo começou em 1960, quando jovens estudiosos do Espiritismo, que se reuniam na casa do consagrado orador Jacob Holzmann Netto, decidiram materializar um sonho de amor.

Inspirados na obra da Comunhão Espírita Cristã de Uberaba e na ação caridosa de Chico Xavier, o grupo se organizou e passou a agir.

Em 1961, as favelas existentes na Vila Hauer e Parolin, à beira do Rio Belém, tornaram-se o ponto de partida para a grandiosa obra que hoje se ergue em nome do Evangelho restaurado.

Seus fundadores: Jacob Holzmann Netto, apoiado pela família, Marília Schleder, também com seus familiares associados à Nadil Furlan, Laércio Furlan, Magali Furlan, Icleia Guimarães, Maurício Ferraz e outros, que inicialmente assistiam 15 famílias, passaram a assistir mais de 300.

Crianças eram recebidas em campo aberto para brincadeiras e jogos. Orientação de higiene conjugava-se ao corte de cabelos e unhas. Exames médicos e medicamentos eram distribuídos gratuitamente e até internações foram providenciadas para os casos mais graves. Voluntários, em 2 kombis distribuíam sopa.

No ano seguinte 1962, eles elaboram e aprovam o estatuto que foi levado ao Cartório de Registro de Títulos e Documentos do 1º Ofício da Comarca de Curitiba, recebendo o nº de ordem 1306, em 25 de abril de 1962.

Estava fundada a Comunhão Espírita Cristã de Curitiba.

(Parte frontal da Creche Tia Scheilla, inaugurada em 1981 – foto 1)

Os jovens prosseguem animados e surge a ideia de construir uma sede social.

Adquiriram 2 lotes de terreno na  vila Hauer, com área de 1.500 m 2.

Parte frontal da Creche Tia Scheilla inaugurada em 1981.

A primeira construção se concretiza no ano de 1964. Era uma casa de madeira, tipo meia-água.

Em 1965, passam por terrível provação. O prédio, com a designação de bloco A, que teve início nesse mesmo ano de 1964, foi derrubado por violento temporal. Foi reconstruído e inaugurado em 1967, com a marcante presença do incansável orador Divaldo Franco.

Nesse mesmo ano de 1967, surgiu o Clube de Mães e o Centro Educacional Sebastião Paraná, sob a dedicada e primeira ação de Marilland Alberge Bucchi e de Otaiza Bueno de Oliveira, respectivamente.

O segundo prédio, o bloco B, concluído, permitiu a instalação do ambulatório médico e do gabinete odontológico, da sala de assistência social e da escolinha de artes, em 1970.

Entusiasmados, seus dirigentes, agora bem mais amadurecidos pelas experiências vividas, erguem o bloco C, para as atividades do Departamento Doutrinário, entregue em 1980 com enorme manifestação de alegria Cristã.

No ano subsequente de 1981, mais uma luz se acende: Era a Creche Tia Scheilla, para atendimento de crianças carentes e crianças bolsistas.

O “Nosso Lar – Comunidade do Idoso”, localizado no município de Almirante Tamandaré, como resultado de grandes esforços se materializa em 1987.

Com o crescimento das tarefas, surgiram mais áreas construídas, como o bloco transversal, para a implantação de 5ª a 8ª séries do 1º grau, atendendo às necessidades de salas de aulas e laboratórios.

No prédio frontal, presentemente, funciona o Departamento Doutrinário, com palestras públicas, passes, biblioteca, jornal…

Nele estão também o Departamento de Infância e Juventude, o Departamento Social, o Movimento de Ação Espírita – MAE, os trabalhos de assistência a gestantes , de confecção de enxovais para recém-nascidos, o Momento de Irradiação “Maria de Nazaré” e a fluidoterapia para crianças da Escola Sebastião Paraná.

No decorrer desses 45 anos de existência, a Comunhão teve como presidentes os abnegados confrades: Jacob Holzmann Netto (1962 a 1973), Nadil Furlan (1973 a 1996), Laércio Furlan (1996 a 1998), Juarez Ribas Teixeira (1998 a 2000) e Nadil Furlan (2000 até a presente data).

Ao longo dessas quase cinco décadas, valorosos colaboradores, sob a vibrante inspiração de seus mentores espirituais, sustentam essas expressivas obras sociais e doutrinárias com o ardor do início, em nome da fraternidade legítima, desfraldando a simbólica bandeira do “Amai-vos
Uns aos Outros”.

O “Mundo Espírita” agradece à querida companheira Magali Furlan que elaborou o relatório que gerou este texto, com base nos dados fornecidos por Nadil Furlan, Laércio Furlan e pelo trabalho apresentado por Jacob Holzmann Netto, em 1968.

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