Jornal Mundo Espírita

Setembro de 2019 Número 1622 Ano 87
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Messe de Amor

maio/2012

Neste maio, completam-se quarenta e oito anos do lançamento da primeira obra psicografada por Divaldo Pereira Franco: Messe de Amor.

Anteriormente, pois a psicografia se apresentara desde o ano de 1949, como mais uma de suas tarefas, Divaldo publicara algumas mensagens, que vinham assinadas com o pseudônimo de Um Espírito Amigo, confirmando-se mais tarde ser Joanna de Ângelis, em um jornal de Belo Horizonte, denominado O Poder. Também no jornal Síntese Espírita, que tinha à frente Rubens Romanelli, igualmente em Belo Horizonte-MG.

Foi graças ao estímulo do Professor Carlos Juliano Torres Pastorino, com quem Divaldo travou contato em 1951 e que se lhe tornaria um grande amigo, que surgiu a ideia, em 1962, de enfeixar as mensagens em um livro e dá-las a público.

Foi o mesmo Pastorino quem se dispôs a editar o livro. A benfeitora espiritual Joanna de Ângelis selecionou as mensagens e organizou a obra, que teve seu lançamento no Ministério da Fazenda, no Rio de Janeiro, no dia 5 de maio de 1964, aniversário de Divaldo Pereira Franco.

A publicação se deu pela Editora Sabedoria, sob a égide de Entidade fundada pelo professor Pastorino, Grupo de Estudos SPIRITVS.

Um fato interessante, que talvez poucos saibam, é que ao ter o livro entre suas mãos e abri-lo, emocionado, Divaldo teve um choque. Uma das mensagens estava paginada ao contrário, de cabeça para baixo.

Foi a calma de Pastorino que valeu nessa hora. Propôs que se cortasse com gilete a página invertida e que se a recolocasse corretamente no livro. Com uma equipe, de que participaram Divaldo e Pastorino, isso foi feito em duzentos volumes, todos vendidos naquele lançamento, ao preço de Cr$ 5,00 a unidade.

Naquela noite, ao chegar à casa de sua anfitriã, Divaldo colocou o livro de pé, encostado em um abajur, ainda emocionado, pois jamais cogitara de escrever uma página, quanto mais ser o intermediário de um livro.

O fenômeno que se passou foi deveras interessante. A Benfeitora Joanna chegou com um botão de rosa de haste muito longa e o colocou no sentido transversal do livro.

O botão começou a desabrochar, tornando-se uma bela rosa que depois foi murchando e, na medida em que caíam as pétalas, elas pareciam sangue e iam manchando o livro de capa verdinha.

Joanna explicou ao médium que estava em sua missão, junto à divulgação pela palavra, o livro, e lhe perguntou se ele estaria disposto a aceitar o sofrimento que essa tarefa lhe traria.

Falou-lhe das críticas, das calúnias, da perversidade que o atingiria e, como ele afirmasse aceitar, ela lhe assegurou que traria outros Espíritos Amigos que pretendiam colaborar nesse labor com ele.

Dezesseis anos depois, numa atividade no Centro Espírita Vicente de Paulo, em Uberaba, Divaldo recebeu significativa homenagem: a primeira edição do Messe de Amor, encadernada e com dedicatória de próprio punho de Francisco Cândido Xavier.

O livro, através da Editora Leal, se encontra em sua sétima edição, com cinquenta e seis mil exemplares ofertados ao público, nesse período.

São sessenta capítulos, em que qual modesto glossário espírita-cristão, objetiva despertar algumas consciências adormecidas ou Espíritos descuidados ante a incidência de acontecimentos diários, que nos surpreendem, ameaçando a paz interior.

Os temas são variados: solidão, disciplina, sofrimento, aflição, prudência, caridade difícil. Em cada página, palavras que ilustram e orientam para os acontecimentos cotidianos da vida que nos tomam, quase sempre, de surpresa, desequilibrando-nos a paz interior.

O primeiro capítulo se chama Solidão e Jesus e se encerra, afirmando: E mesmo que a morte venha às tuas carnes, renascerás depois das cinzas da sepultura, em esplêndida madrugada, para continuares o teu labor junto àqueles que te abandonaram.

Na tua solidão, entretanto, Jesus estará sempre contigo.

A derradeira mensagem se intitula Ante a desencarnação, o que nos remete a pensar que a Benfeitora estabeleceu um programa de luz para o ser humano, sinalizando as dificuldades que o envolvem na vida até o retorno à Pátria, afirmando que O retorno será inevitável.

Convites delicados se sucedem, ao longo das mensagens, que semelham pérolas de luz:

Não esqueças da eficácia da prece, no caminho do grande bem.(cap. 12)

 Firma-te na convicção imortalista e constatarás que as joias que adereçam os homens nada valem quando os dedos não podem sustentá-las.(cap. 18)

 A hora que se apresenta sombria é oportunidade de acender a luz na lâmpada que se vai apagando em muitas mentes, antes clareadas pela chama da esperança. (cap.37)

 Jesus no Lar é vida para o Lar. (cap. 59)

 

Bibliografia:

  1. BACCELLI, Carlos A. e FRANCO, Divaldo P. Uma emoção maior. In.:___. Divaldo Franco em Uberaba. Salvador: Leal, 1981.
  2. SCHUBERT, SUELY CALDAS. A psicografia – Messe de Amor. In.: Semeador de estrelas. Salvador: Leal, 1989. cap. 8.

 

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