Jornal Mundo Espírita

Fevereiro de 2021 Número 1639 Ano 88
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Mene, Tequel, Fares

junho/2020

Baltasar, um neto de Nabucodonosor, foi o último rei da Babilônia. Certa ocasião, apesar de seus inimigos estarem às portas da cidade, mandou preparar um lauto banquete, para os grandes do reino.

Excitado pela embriaguez, ordenou que lhe trouxessem os vasos sagrados, tirados por seu avô do Templo de Jerusalém, e serviu-se deles para beber com seus convidados.

Então, uns dedos de mão de homem apareceram na parede da sala (fenômeno de materialização porque visto por todos) e escreveu algumas palavras (fenômeno de pneumatografia – escrita direta).

O rei empalideceu ante os fenômenos inusitados, tremendo-lhe todo o corpo. Chamados os sábios de sua corte, nenhum deles pôde decifrar a escrita, e muito menos interpretá-la.

Exegetas mais antigos supuseram que as letras dessa frase aramaica estavam dispostas em colunas verticais ou em forma de anagrama.

Chamado, o profeta hebreu Daniel esclareceu a respeito do poder e da soberba do rei, de tudo o que fizera de forma indevida, finalizando:

Esta é a escritura que se escreveu: Mene, Tequel, Ufarsim (Fares), isto é, contado, pesado, dividido.

Mene: contou Deus os dias do teu reinado e lhe pôs fim.

Tequel: pesado foste na balança da justiça e foste achado em falta.

Fares: dividido será o teu reino, e dado aos medos e aos persas.

Ainda na mesma noite, Baltasar foi assassinado em seu palácio; os medos e persas conquistaram o país. Algum tempo depois, conseguiu Ciro, rei dos persas, apoderar-se de todo o reino da Babilônia.

 

Referências:

1 BÍBLIA, A. T. Daniel. Português. O antigo testamento. Tradução de João Ferreira de Almeida. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica Brasileira, 1966. cap. 5.

2 BORN, A. Van Den. Dicionário Enciclopédico da Bíblia. Petrópolis: Vozes, 1985. Mane – Tekel – Fares.

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